Antes de começar, entretanto, preciso falar uma coisa que esqueci de dizer no dia em que postei sobre o CLEC. Sabe aquele tipo de coisa que você está doida pra falar, mas quando senta em frente ao computador dá um "Nox" tremendo e você esquece de escrever? Pois é, esqueci completamente de acrescentar isso ao post. Mais uma vez é a vida tentando me ensinar a anotar as coisas que eu penso... Hehehe...
Ah, ainda não expliquei a vocês o que é uma antologia. Não é o "estudo das antas" não (como muitos podem pensar), até porque não tem nenhuma anta nesse livro! Antologia nada mais é do que uma coleção de textos curtos (poemas, contos ou pequenos romances) geralmente pulicados em um único volume. No meu dicionário, há também a seguinte definição: "coleção de trechos de bons autores". Bom saber que somos bons!
Pequeno desabafo:
Uma das coisas que mais tem me revoltado ultimamente são as poucas oportunidades que as editoras dão para novos escritores. Falarei sobre isso brevemente antes de seguir para o assunto principal de hoje. Vocês sabem que quando me alongo, me alongo pra valer, então "juro pelo rio Estige" que vou me conter.Primeiro tem o fato que várias editoras não aceitam envios de originais. Isso é terrível! Eu sei que não é possível publicar todo mundo, de certa forma é preciso haver uma seleção, senão vira bagunça. Mas não receber nenhum original é demais! Como exemplo, citarei J. K. Rowling
Aí você pode pensar: "Poxa vida, Sheila, o que isso tem a ver conosco? Aqui no Brasil os livros não fazem o mínimo sucesso, os brasileiros mal leem! Isso nunca vai acontecer... um sucesso internacional... Duvido!". Eu respondo: quem lhe fez Deus para você estar dizendo que isso nunca vai acontecer? Os brasileiros estão começando sim a se livrar do preconceito à leitura, talvez ainda sejam esforços bem tímidos, entretanto, eles existem. Basta ver a quantidade de blogs literários que já existem no mundo virtual. E, principalmente, de adolescentes blogando sobre livros. Eu já vi um monte!
Em segundo lugar, são poucas as editoras que realizam iniciativas como o CLEC da Alcantis Editora. E quando eu digo poucas, são tão poucas que creio que dá pra contar nos dedos das mãos do Lula. Pensem bem: ao publicar um livro com textos de vários autores, ainda que desconhecidos, não significa várias pessoas divulgando o trabalho da editora? Mesmo não sendo a população do país inteiro comprando, ao menos os parentes de cada autor comprarão o livro em questão, o que já é bastante gente
Então termino aqui meu pequeno desabafo (que, para os meus padrões, está pequeno sim) com um conselho: abram os olhos, editoras do meu Brasil! Imaginem como será se vocês perderem um futuro best-seller como... como... como o meu "bebê", o "Doce Sonho Alado"!!! (#TenhoQueMeValorizarOras!).
Pronto, falei! Agora interpretem como quiserem.
Entrevista DSA com Wellington Oliveira:
As entrevistas nunca foram um sucesso nas estatísticas daqui, não como as capas para Facebook ou como os tutoriais. Por isso, tive uma agradável surpresa com a entrevista da Francine; nunca tive uma que gerou tantos acessos quanto a dela (se bem que quase nenhum dos entrevistados anteriores realmente divulgou a postagem). Foram mais de 90 views no dia em que a publiquei, e continuou a gerar acessos ontem! Meus parabéns a ela, aliás!
Hoje conheceremos Wellington Oliveira. Pelo que andei lendo nas resenhas de "Equinócios de Amor" no Skoob (é, a curiosa aqui não se conteve), ele foi bastante elogiado pelo trabalho que realizou nos contos da primeira antologia. E elogios do tipo "ele humilhou os meros mortais". Nhá... não foi exatamente isso, estou sendo hiperbólica, mas foi quase.
Então, que tal conhecermos um pouquinho sobre ele? Posso adiantar que vale a pena ler suas respostas!
Perguntas:
DSA: Antes de tudo, queria parabenizá-lo por estar conosco no livro "Amores Impossíveis"! Como foi para você participar do CLEC? Escrever o conto foi uma tarefa fácil ou exigiu um certo esforço?
Wellington: É mesmo um prazer para mim figurar no livro junto com todos esses autores incríveis. Bom, a verdade é que eu já participei da edição anterior do CLEC - a primeira - com três contos no livro que se chamou "Equinócios de amor". Escrever o conto que foi selecionado agora (de título "A frágil rosa de celulóide") foi uma experiência deliciosa e ao mesmo tempo sombria. Deliciosa porque é ambientado no mundo do cinema de Hollywood dos anos 50 e eu simplesmente sou louco por cinema (risos). Sombrio porque não é segredo para ninguém que me inspirei nos episódios mais obscuros da vida da problemática estrela Marilyn Monroe. Por tudo isso fiquei muito honrado e honestamente surpreso por ter o meu conto escolhido.
Comentário pessoal: assim ele nos deixa imensamente curiosos para ler o conto! Isso não se faz!
DSA: Agora conte-nos o que levou você a querer ser escritor. Foi um sonho de infância ou algo mais recente?
Wellington: Recordo claramente - e ainda tenho registrado em um dos meus antigos cadernos da 1ª Série - que comecei a escrever as primeiras estórias, construir as primeiras tramas quando eu tinha apenas seis anos de idade. Ficava irritado por querer escrever palavras mais complexas que eu já conhecia, mas não sabia como escrever ainda (risos). Então "porque" eu quis ser escritor, eu realmente não sei; mas o fato é que isso já é uma parte de mim desde muito cedo.
Comentário pessoal: uma pena que eu não tenha mais nada que escrevia quando criança! Se bem que meus primeiros textos foram quase plágios... Hehehe...
Realmente, às vezes quando somos criança vem essa agonia de não achar as palavras adequadas ao que queremos escrever, coisa que só se resolve depois de grande experiência com a leitura e a escrita (e principalmente não deixando de conferir a definição de cada palavra nova que encontramos).
DSA: Agora uma pergunta mais descontraída: tem alguma situação inusitada ou curiosa que você já passou que gostaria de nos contar (pode ser a primeira que vier a sua mente)?
Wellington: Eu sou o "rei dos micos". Sinto de verdade como se eu atraísse essas situações constrangedoras. Olha, a primeira situação que me vem na cabeça é quando eu estava no parque de diversões "Terra Encantada" (extinto já. Né?) e saí daquele brinquedo "Corredeiras" que nos deixa inteiramente molhados. Saí com a calça jeans pesadíssima porque estava ensopada e eu não usava cinto. Daí ergui minha camisa para secar meu rosto, sem notar que minha calça já estava quase nos meus joelhos, revelando toda a minha cueca. Só percebi quando duas garotas passaram por mim e disseram entre elas "Você viu isso?" (risos nervosos).
Comentário pessoal: #MegaConstrangedor...






























