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09/03/2016

Audiobook - Doctor Who: Time Lord Fairy Tales (em inglês)

Alados, tecnicamente, antes da postagem de hoje eu teria que falar sobre "Doctor Who: The Silurian Gift", mas resolvi mudar a ordem por causa da minha animação: é o primeiro audiobook que apresentarei para vocês e, ainda por cima, é em inglês e ainda mistura toda a magia dos contos de fadas com o Universo de Doctor Who! Ah, não poderia ter audiobook mais apropriado para aparecer aqui do que esse! Portanto, hoje falarei um pouco sobre a minha opinião sobre os contos narrados e no final resumirei a minha experiência com audiobooks em inglês, não deixe de conferir!

Doctor Who: Time Lord Fairy Tales, Justin Richards:

Apesar de, no início, ter fugido um pouco do audiobook, acabei gostando muito da experiência, embora ainda prefira a versão escrita... hehe. No caso de "Time Lord Fairy Tales", a versão escrita estava muito mais difícil de conseguir, então resolvi embarcar nessa obra no áudio mesmo.
"Time Lord Fairy Tales" é uma antologia de quinze contos, todos misturando os nossos tão conhecidos contos de fadas com o Universo de Doctor Who. A primeira coisa que amei foi que em todas as histórias a parte romântica ou ficou em segundo plano, ou ficou subentendida, ou simplesmente não existe (sim, porque nas histórias originais, principalmente nas adaptações que vemos por aí, o romance é exatamente o centro de tudo). Outra foi que eu descobri que essa forma narrada realmente me encantaria mais do que a escrita, por causa da interpretação de cada narrador, até porque os contos em si são bem mais simples que as histórias da série.
Talvez o único ponto mais fraco é o fato de que não se tratam exatamente de contos que os gallifreyanos ouviam quando crianças, pelo menos não todos eles, apesar de a sinopse dizer o contrário. Fora isso, acabei me divertindo muito e não achei nenhuma história cansativa ao extremo, é realmente um bom livro para todas as idades (mas, obviamente, as pessoas têm que entender que eles são "simplificados", pois o público-alvo são as crianças mesmo). Querem saber o que achei de cada uma? Bom, farei agora um pequeno resumo, espero que gostem:
  • The Garden of Statues, lido por Joanna Page:
Este conto traz aquele clima mais "creepy" típico dos weeping angels. Embora o final seja bem fácil de ser deduzido, tem uma reviravolta interessante e o suspense foi bem mantido no geral.
  • Frozen Beauty lido por Adjoa Andoh:
Desta vez, a história é completamente voltada para a ficção científica, sem ter tanto o caráter mágico da Bela Adormecida que conhecemos. Me lembrou um pouco do começo do livro "The Glamour Chase", mas também dá para relacionar com os vários arcos/episódios centrados em equipes de tripulantes de uma espaçonave.
  • Cinderella and the Magic Box lido por Ingrid Oliver:
Este é talvez o conto mais parecido com o original, eu particularmente preferiria que ele não fosse tão "sentimental", mas não deixa de ter seu lado emocionante por ter vampiros como a maior ameaça. Este também é um dos três contos em que o próprio Doutor está presente, neste caso, em sua décima primeira encarnação.
  • The Twins in the Wood lido por Anne Reid: 
Tendo como temas principais a honra, a traição e confiança, creio que seja o mais próximo de se parecer com um conto de fadas gallifreyano de fato, sem contar que não se baseia em nenhuma história "humana" que eu reconheça. Achei interessante, apesar de não ter muita ação.
  • The Three Little Sontarans lido por Dan Starkey:
Confesso que desta vez a minha atenção não se prendeu como nas outras histórias. Como sempre, os sontarans estão em guerra e cada um usa uma estratégia diferente para derrotar o seu inimigo, em um estilo "Os três porquinhos".
  • Jak and the Wormhole lido por Tom Baker:
Ouvir uma história narrada por Tom Baker já é uma atração à parte, ele com aquelas inflexões tão peculiares e sua voz tão conhecida dão um colorido a mais. Este conto é inspirado em "João e o pé de feijão", só que de um jeito bem mais repleto de adrenalina.
  • Snow White and the Seven Keys to Doomsday lido por Sophie Aldred
Se esse conto fosse um pouquinho maior e mais detalhado, com o ápice da ação mais complexo, seria um dos melhores dessa antologia. Mesmo assim, gostei muito da mistura de Branca de Neve com Doctor Who, acabei lembrando do arco "The Keys of Marinus", inclusive, acho que todo mundo que leu e ouviu pensou nele.
  • Little Rose Riding Hood Rachael Stirling:
Uma boa pedida para os fãs de Rose Tyler: Chapeuzinho Vermelho com Zygons, toques de "Bad Wolf" e a participação do Nono Doutor, que diz ser um "woodcutter". Como não sou muito fã dela e nem gosto muito de Zygons, não curti da forma que poderia curtir, mas não deixa de ser uma analogia bem pensada.
  • The Gingerbread Trap lido por Samuel Anderson
Baseado em João e Maria, esse conto tem a diferença de trazer uma alienígena que muda de forma (Krillitane) em vez de uma "bruxa". Basicamente apenas uma mudança de personagens com a mesma história, então não entrou para os meus favoritos.
  • The Scruffy Piper lido por Nicholas Briggs
Esse me trouxe alguns feelings pois é protagonizado pelo Segundo Doutor com uma menção ao Jaimie e à Zoe (esse trio lindo!) Baseado no Flautista de Hamelin (já sabem quem é o flautista, né?) o clima da narrativa é um típico arco do Second, tanto que os inimigos são Cybermats. Ah, e o Nicholas Briggs arrasou na leitura, devo salientar.
  • Helana and the Beast lido por Pippa Bennett-Warner:
Um dos meus favoritos, tanto porque amo "A Bela e a Fera" quanto porque o toque Whovian foi colocado na medida certa. A história é mais moderna que o original, o pai de Helana (nossa Bela) é um cientista que foi contratado pela Fera para curar o mal que o fez se transformar nessa estranha espécie de animal. Quem acaba ajudando a Fera, na verdade, é ninguém mais, ninguém menos, que o Décimo Segundo Doutor em pessoa! O final pode ser um pouco vago para alguns, mas para o meu gosto ficou perfeito.
  • Andiba and the Four Slitheen lido por Yasmin Paige:
 Um pouco baseado em "Ali Babá e os 40 Ladrões", esse conto tem um sabor mais puxado para "Sarah Jane Adventures" do que para DW. Embora não goste muito dos Slitheen, gostei da Andiba, da sua coragem, tenho certeza que ela seria grande amiga da Sarah Jane se a conhecesse.
  • The Grief Collector lido por Michelle Gomez:
Esse foi mais do que fabuloso, e praticamente todo mundo concorda comigo (sim, eu li algumas resenhas para ver se era o favorito de outras pessoas também)! Com uma pegada mais "Rumplestilskin", só que com o clima ainda mais sombrio, este conto tem a participação do Décimo Doutor e fala sobre assuntos fortes como a morte e o arrependimento. A diva Michelle realmente humilhou na narração, soube dar a dose certa de emoção à cada cena. Acho que ouviria de novo e de novo umas mil vezes se pudesse, sério!
Ah, você pode experimentar um pouquinho deste conto neste vídeo que a página oficial de Doctor Who postou. Não é muito, mas já dá uma dica.
  • The Three Brothers Gruff lido por Paul McGann:
Esse conto me fez lembrar do arco "The Sontaran Experiment", do Quarto Doutor, mas ele é baseado em uma história que eu não conhecia chamada “Os Três Cabritos Rudes”. Apesar de trazer mais uma vez os sontarans, que podem ser muito maçantes quando querem, Paul McGann o interpretou de forma tão boa que você nem se incomoda com isso, apenas reconhece que a solução do problema até que foi bem pensada.
  • Sirgwain and the Green Knight lido por Andrew Brooke:
Também baseado em uma história que eu não conhecia (com um título bem parecido "Sir Gawain e o Cavaleiro Verde") é uma história com uma pegada medieval, mas com a presença de um misterioso guerreiro verde e poderoso vindo do espaço. Embora não seja mencionado, fica claro que o inimigo em questão é um Ice Warrior, inclusive fiquei surpreendida com o final, revelou bastante sobre a relação desses alienígenas com a honra e a coragem.

Minha experiência com o formato audiobook:

Para poder admirar esta obra, baixei-a em Mp3 e utilizei o aplicativo "MortPlayer" para Android. Gostei muito das funcionalidades do app, não demorei a me adaptar aos controles. Tive mais dificuldades para entender aqueles que falavam mais rápido, sejam homens ou mulheres (e era agravado pelo fato de ser em inglês), e preferi os que deram inflexões certas aos momentos de mais tensão. Pensei que fosse estranhar um pouco, mas o formato é o mesmo daquelas antigas fitas que ouvíamos na nossa infância, lembram delas? Não sei se ouvirei mais algum audobook a curto prazo mas, se a versão escrita mais uma vez se tornar difícil, não hesitarei em ter uma nova experiência
 
Não percam as minhas próximas opiniões, trarei ótimas obras!

Para ler todas as minhas opiniões sobre os demais livros que já li, clique aqui.

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Beijinhos Alados,
1 Comentários
Comentários

Um comentário:

  1. Tenho o livro impresso, mas tava pesquisando sobre ele em áudio. Muito boa a postagem. <3

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