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03/02/2016

Livro - A Arma Escarlate

Pois é, alados meus, ainda vai demorar um pouco para que eu volte a postar aqui com frequência. Dentre outras razões, tenho ficado um pouco desanimada com alguns resultados e por causa disso também resolvi tirar umas "férias" aqui do DSA para refrescar a mente, mas mesmo assim preciso tirar o atraso das minhas opiniões de livros, pois já tenho alguns aqui para mostrar a vocês. Bem, vamos começar com um que terminei ainda no final do ano passado, espero que gostem!
E não se esqueçam de conferir os novos links na minha página de livros, há mais formas para comprar e baixar gratuitamente as minhas obras, assim como ótimas resenhas:


A Arma Escarlate, Renata Ventura:

Todo Potterhead já deve ter ouvido falar deste livro em algum momento, tenho certeza. Porém, já vou alertar: quem está pensando que vai encontrar uma "versão brasileira de Harry Potter" pode ser que fique decepcionado por não encontrar uma história do jeitinho que tenha projetado, ou que se impressione com algumas jogadas bem legais que podemos encontrar em determinados momentos, caso a pessoa uma mente aberta o suficiente. Prova disso, por exemplo, são certas referências que apenas um bom Potterhead seria capaz de reconhecer. De fato, são menções tão disfarçadas que se a pessoa não tiver certo conhecimento do mundo de J. K. Rowling em geral vai ficar perdida em alguns pontos, ou vai deixar passar coisas que dão uma "cor a mais" ao livro. Uma dica: deem especial atenção ao ano em que se passa "A Arma Escarlate" e o que estava acontecendo lá no mundo bruxo da Grã-Bretanha na mesma época.
O fato que faz com que as duas sagas se distanciem é que este enredo é um pouco mais visceral e crítico. Você vai encontrar a magia que nos faz esquecer o dia a dia, porém, sem deixar de esbarrar em cruéis realidades aqui e ali. Para começar, o protagonista Idá (que mais tarde adota a identidade de Hugo Escarlate) mora no morro Santa Marta e é completamente marcado pela violência. Embora o fato de ser bruxo dê um novo significado para a sua vida, a realidade da favela o persegue e atrapalha o seu progresso de aprendizado na escola de magia Nossa Senhora do Korkovado, trazendo as maiores confusões deste primeiro volume.
Talvez por causa da minha experiência pessoal nesse assunto, acabei não gostando muito dessa qualidade em particular, para mim o mundo mágico dos livros deve ser uma válvula de escape, não uma lembrança do que está acontecendo à minha volta. Contudo, não posso deixar de salientar que no âmbito literário essa mistura dá um valor, um diferencial a mais à fantasia aqui construída. Ou seja: eu só não gostei porque de violência já basta o que eu vejo quando saio da minha casa; talvez você, leitor, que talvez não está tão acostumado com isso, terá uma experiência mais profunda.
Os personagens são bem construídos e fáceis de se gostar, embora eu tenha tido dificuldade de gostar dos adultos, mesmo daqueles que obviamente foram desenhados para cativar o leitor. O Hugo como protagonista é bastante interessante, principalmente por sua pegada mais "anti-herói". Já vi comentários de pessoas o criticando demais, mas todo mundo sabe que prefiro protagonistas mais cheio de falhas do que aqueles "heróis perfeitos".
Você pode esperar momentos divertidos e tensos, além de várias conexões do mundo bruxo com elementos reais do território carioca. Como uma última informação vou dizer que descobri o segredo da Maria antes de chegar ao final, mas, como sei que não há como comprovar que realmente o fiz, acredite você apenas se quiser... hehe.

Não percam as minhas próximas opiniões, trarei ótimas obras!

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Beijinhos Alados,
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