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04/11/2015

Livro - Doctor Who: Only Human (Edição em Inglês)

Assim como eu tinha escolhido ler o livro "Martha In The Mirror" de primeira por admirar muito a Martha Jones, estava postergando com todas as minhas forças para ler um livro do Ninth porque inevitavelmente ele estaria na companhia da Rose Tyler. Entendam, alados meus, amo o Nine da mesma forma que amo todos os outros Doutores, mas quando não gosto da personalidade de algum personagem específico, acabo ficando com um pé atrás na hora de escolher algo do Universo Expandido que tenha essa pessoa (ora, tenho tanto para ler ainda, é melhor focar naquilo que mais me interessa!), embora no livro seja um pouco mais fácil ignorar que a tal pessoa é realmente a tal pessoa até que ela faça algo muito típico. É, eu sei, não dá para entender muito bem o que quero dizer, ignorem... hehe.
Para contornar um pouco a minha pouca vontade de ler algo com a Rose, escolhi um livro de um autor que já tinha lido e gostado: Gareth Roberts, que adaptou o arco "Shada" de Douglas Adams e que também escreveu os roteiros de episódios absolutamente épicos da New Who como, por exemplo "The Shakespeare Code" e "The Lodge".

Doctor Who: Only Human, Gareth Roberts:

Quando comecei a ler esta história, pensei que não iria me encantar muito com o enredo em si, mas acabei me enganando. A princípio somos apresentados a alguns elementos que parecem não ter muita conexão entre si: uma menina do futuro que faz uma espécie de manipulação genética no seu gato, um Neandertal verdadeiro à solta no século vinte e um e uma sociedade futurista de pessoas que simplesmente se livram de qualquer sentimento ruim apenas com o apertar de alguns botões.
Enquanto acompanhamos o desenrolar da história estrelada pelo Nono Doutor, Rose Tyler e o Capitão Jack Harkness, porém, descobrimos que a trama que envolve esses elementos é tão interessante que você fica muito ansiosa para saber como o Doutor vai conseguir consertar essa bagunça.
Embora os primeiros capítulos sejam mais parados, pois ainda está naquela fase de "descoberta de mistérios", temos algumas situações que valem a pena ser destacadas como, por exemplo, quando o Capitão Jack sai correndo pelado por aí para criar uma distração (mas não "a maior distração de todas", segundo o próprio Doutor) e uma cena muito angustiante quando o Doutor tenta levar o Neandertal Das de volta para o seu próprio tempo, usando a TARDIS. Aliás, o Das é uma atração à parte, gostei muito da forma como o autor deu para ele uma personalidade bem diferente do padrão humano, coisas que nos ajudam a refletir sobre o modo como o próprio ser humano é, e como lidamos com todos aqueles que são diferentes.
O que mais me chamou atenção na história foram exatamente as críticas ao modo humano de pensar, em diversas situações vemos expostas as maiores qualidades e defeitos que já nos são naturais desde o princípio. Como o Doutor acaba viajando para o remoto passado do planeta Terra, vemos um nítido contraste entre dois tipos de humanos: os homens das cavernas em seus pensamentos e atos brutos mas tipicamente "nossos" são colocados em contraposição a essa mesma sociedade que foi trazida do futuro e reprime seus sentimentos a ponto de os tornarem completamente passíveis aos caprichos da nossa vil antagonista (não vou falar muito sobre ela porque causará spoilers).
Ao contrário do que aconteceu quando li "The Crawling Terror", a dinâmica da Rose é exatamente a mesma da série, ela teve várias atitudes típicas dela que não gosto muito, mas isso não desmerece a qualidade da obra em si, pois se trata de uma opinião completamente pessoal (ou seja, quem gosta dela, não verá nenhum problema). O Ninth também é retratado com perfeição, com todo aquele jeito mais suave e fofo de lidar com os apuros que vão surgindo. Como disse, gosto dele da mesma forma de todos os outros. Ah, e o Jack também é o mesmo Jack de sempre, embora ele fique um pouco ausente no meio da trama, quando apenas lemos os registros que ele vai fazendo sobre o progresso de sua "missão".
Preciso falar também de um dado sobre a TARDIS que o autor acrescentou que achei bastante interessante: que o circuito de tradução tem um filtro de obscenidades. Acho que esse conceito seria legal de ser adotado como canon, pois como a série tem a sua censura, isso explicaria a falta de palavrões de uma forma bem legal.
Enfim, essa é uma grande dica para quem está com saudades do nosso amado Nine, pois a qualidade da trama é a mesma dos ótimos episódios que o Gareth Roberts escreveu. Tenho certeza que qualquer Whovian vai se divertir muito e, de quebra, pensar um pouquinho mais sobre o que significa ser "apenas humano".

Não percam as minhas próximas opiniões, trarei ótimas obras!

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Beijinhos Alados,
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