Caso alguma imagem do blog não esteja aparecendo, por favor, avise nos comentários da postagem em questão!

23/11/2015

Especial Doctor Who: sintomas de Whovian!

Uma salva de palmas, alados meus, para esse seriado mais do que lindo que hoje completa cinquenta e dois anos! Minha grande felicidade é chegar nessa data e poder dizer que já estou assistindo ao sétimo Doutor, ou seja, falta pouco para que eu possa finalmente dizer que conheço todas as suas faces! E olha que eu acompanho a série só desde o início de 2013, e considerando que apenas meses depois comecei a ser fã de verdade, posso dizer que ainda nem cheguei a completar três anos como Whovian. De fato, na época do especial de 50 anos, mais ou menos, foi que comecei a me aprofundar mais (embora eu só tenha começado a acompanhar o seriado em tempo real no meio da oitava temporada, antes disso estava vendo os episódios aos poucos).
Antes de começarmos, entretanto, gostaria de avisar aos seguidores que o meu livro "Nossas Asas" ficará disponível de graça na Amazon durante essa semana, não deixe de passar lá e baixar o seu! Para quem não sabe, os livros da Amazon podem ser lidos tanto no Kindle quanto em computadores, tablets e smartphones, através do aplicativo gratuito que eles disponibilizam.


Desculpem-me pela propaganda estratégica mas, sabe como é, estamos aqui para isso! Hehehehehe...
Mas não é para falar sobre mim que este post foi feito (embora eu me inclua nesta categoria), hoje vamos delinear o perfil básico de um fã de Doctor Who. Sim, porque existem fandoms de todos os tipos, e existe aquele fandom único que é praticamente uma espécie nova de ser vivo: homo whoviens. Quer saber como é? Continue lendo, oras!

Sintomas de Whovian:

Não sei se vocês vão concordar comigo, mas acho que a primeira característica que todo fã de Doctor Who manifesta durante sua vida, sem exceção, é o constante hábito de batalhar de forma ferrenha para convencer os seus amigos e conhecidos (e até mesmo desconhecidos que acabarem puxando o assunto sem querer) a conhecer também nosso amado maluco da cabine azul. É importante ressaltar, contudo, que não é só uma necessidade de ter mais alguém para conversar sobre o assunto, o fato é que queremos que as pessoas entendam este sentimento tão singular que é gostar de Doctor Who. E então, se a pessoa realmente curte os episódios, vem aquela sensação gostosa de: "Bem vindo ao meu mundo, cara, me dá um abraço..."


"... que bom saber que agora eu não vou mais sofrer sozinha! Vamos chorar juntos, xingar o Moffat e depois dividir a conta dos lenços!"

Outro fenômeno, que aliás deve ter origem no mesmo conceito, é o fato de que quando encontramos um Whovian por aí a amizade é instantânea...

Créditos no link da imagem

Por acaso, essa imagem foi mandada para mim no Facebook por uma Whovian que tinha uma amiga em comum comigo mas nem me conhecia, até que fomos marcadas juntas numa mesma postagem e eu a adicionei. Acho que em algum nível místico há uma ligação direta entre o fandom, uma teia mental de empatia ou algo parecido!

A terceira característica mais marcante é que você sempre começa a assistir a Doctor Who pensando: "Beleza, só tenho nove temporadas para assistir, vai ser fácil se tornar um expert!" Em seguida, contudo, você faz a doce descoberta de que há 26 temporadas da série clássica e um filme... até aí tudo bem, dá para dar um jeito, vou assistir aos poucos... mas depois encontra os spin-offs, os filmes do Peter Cushing, e então fica sabendo sobre os áudios, os quadrinhos, as revistas... e então se desespera de vez quando percebe que tem pra lá de quinhentos livros de DW publicados, somando todas as coleções da Classic e da New Who (sem brincadeira, já perdi a conta de quantos são, não vou me surpreender se ultrapassar a barreira dos mil!)


"Véi, eu nunca vou conseguir experimentar isso tudo! Me empresta um ciclo de regeneração básico aí para conseguir mais tempo para ler; eu nunca te pedi nada, poxa!!!"
Nunca se considere um expert do Whoniverso, pois mesmo que você tenha feito o prodígio de pesquisar muito, nunca dá para saber o que é canon. Nem o que é canon pode ser cegamente aceito como canon, se é que você me entende...

Como todos os fãs loucos, queremos mostrar ao mundo que amamos DW, portanto, então não é incomum encontrar a TARDIS como tema comum nas coisas que customizamos. Eu por exemplo, tenho camiseta e sapatos... E sempre temos animais de estimação ou objetos nomeados em homenagem a algum dos personagens, todo mundo sabe que tenho uma gatinha chamada Missy (a aniversariante do dia, aliás... êêêêêêê), e coloquei o nome "TARDIS" no meu Kindle, afinal de contas, ele é pequeno mas contém muitos livros: ele é maior por dentro! (Sim, tem como dar um nome para o seu dispositivo na sua conta da Amazon).


Esse é o "sapatenho" que eu pintei. Gostei bastante do resultado final... fica aí a ideia para quem quiser um igual, só basta comprar a tinta para tecido e ter bastante criatividade!

Mas, continuando com as peculiaridades, nossa principal diversão (pelo menos a dos Whovians menos favorecidos financeiramente) é falar "Exterminate" na hélice de um ventilador ligado, só para ficar com aquela voz de Dalek...


Aposto que quem nunca fez isso acabou de correr para o ventilador mais próximo... hehe. Como eu gosto dos Daleks, cara! Eu sou um Dalek praticamente...

Ainda não conheci um Whovian que não fique torcendo por crossovers em geral, de fato, muita gente anseia por um "Wholock" ou "Superwho", ou até mesmo um "Superwholock". Como eu não sou uma pessoa muito normal, o que eu quero mesmo assistir (embora senha um sonho impossível) é o Doutor e o James Cole (de 12 "Monkeys") se encontrando no Vortex, porque quero muito ver a cara que o Doutor vai fazer quando o Cole contar qual é o plano dele como viajante do tempo...


Assistam a série "12 Monkeys" da Syfy, tangerinas do meu coração, depois venham conversar comigo no Facebook porque eu adoraria poder discuti-la com alguém.

Uma coisa que nos diverte bastante são os shipps malucos, que na maioria das vezes não tem futuro nenhum, mas a gente shippa mesmo assim. Eu, por exemplo, shippava loucamente o K-9 e o Mr. Smith enquanto assistia "Sarah Jane Adventures". Mas é de conhecimento público qual é o meu OTP, é claro! (Se você não souber, basta clicar no link).


Embora cada um tenha níveis emocionais diferentes e se apegue aos personagens de formas variadas, tenho certeza que todos nós já precisamos nos forçar a aprender a lidar com cruéis despedidas. Sim, porque em Doctor Who um personagem não vai embora sem que antes seu coração seja pisado, cuspido, humilhado, picotado, frito, defumado e jogado na Baía de Guanabara.
 


Podem me chamar de má, mas para mim o episódio do último Sábado, "Face the Raven", foi uma verdadeira delícia! Ainda sim, sei que tem gente sofrendo, então não me aprofundarei no assunto por respeito a quem está chorando aé agora. Lembrem-se de que precisamos passar por isso, pois muita coisa boa acontece no resto da série, e a gente sabe que logo vai se apegar a um novo personagem, sofrer tudo de novo, se apegar outra vez...
Como diria o sábio profeta Ronald Weasley: "Você vai sofrer, mas vai ficar feliz com isso!"

Aliás, já que estamos falando sobre a nossa "sofrência", não deixar de citar que nós também alimentamos um medo em comum por um ser maligno chamado Steven Moffat. É impossível não se contorcer de angústia quando ele fala que vai mudar algo no canon do Whoniverso (que medinho que tenho do que vai acontecer no season finale dessa nona temporada!), e depois ficar dias amargando as Moffatices em geral. Não há Whovian que nunca tenha torcido pela saída dele como showrunner. Imagino que a diversão da vida dele seja principalmente a de ler as lamúrias que os fãs escrevem por aí e ficar rindo sadicamente de cada uma delas.


Ao mesmo tempo, entretanto, morremos de medo que ele saia e entre alguém ainda pior. Que cruel paradoxo!!!! De qualquer forma, no momento fiz as pazes com o Moffs, depois desse episódio maravilhoso, não tenho o que reclamar, por enquanto.

Também há o fato de que uma vez que a pessoa assiste os episódios legendados, fica viciado nos sotaques britânicos, não tem como não se apaixonar! De fato, a gente acaba melhorando muito o nosso inglês mesmo sem perceber. Depois de um tempão assistindo à temporada Clássica em inglês sem legenda (ou com a legenda em inglês), fiquei tão expert que fui assistir a série americana "I Love Lucy" sem legenda e pensei: "Cara, que coisa fácil, passa uma mais difícil!"


Todo Whovian, naturalmente, passa a entender referências dos programas gringos e vê referências por aí até quando não são referências de verdade. Na hora de postar as coisas nas redes sociais, ou de citar alguma frase da série, estamos simplesmente "cagando" para o fato de que ninguém vai entender a referência. Eu mesma entendi, isso já basta, ué!!!


Permitam-me colocar esse Gif com o Capitão, apesar de não ter nada a ver com Doctor Who, porque ele é o especialista no assunto... hehe.

Todo fã de Doctor Who acaba se tornando um expert em notar erros nas histórias de viagens no tempo e fica "possuído pelo ritmo, ragatanga" quando alguma coisa vai contra tudo o que o Doutor já nos ensinou.


E é impossível não especular e criar teorias e mais teorias sobre o que virá no futuro do seriado, porque sempre temos esperança de que algum acontecimento que desejamos muito vire realidade, ou que algum personagem querido retorne, ou algo parecido... o problema só é que tem gente que extrapola, começa com umas ideias que não tem nada a ver ou simplesmente fica perturbando com coisas que a gente já tem certeza de que nunca vai acontecer (o que às vezes é piorado pelo tanto de boatos que espalham por aí).


E, finalmente, todo Whovian é extremamente babão. Não sou especialista em acompanhar fandoms em geral mas, até agora, não encontrei pessoas mais especializadas em "rasgação de seda" do que os fãs de Doctor Who. Se bem que é um fenômeno fácil de entender, porque simplesmente não conseguimos resistir ao charme do Doutor...


Ou do Mestre, todo mundo sabe que eu não resisto a nenhum dos dois... seja qual for a regeneração/troca de corpo.


Aliás, falando dele, não posso deixar de finalizar este post com uma foto da minha Missy, essa Time Lady linda que hoje completa um aninho!!! Quando ela chegou aqui em casa era tão pequena que tínhamos que fazer carinho nela com um dedo só (juro!) Apesar de ser antissocial de vez em quando, e brava ao ponto de não deixar sua irmã Tauriel dormir no mesmo papelão em que ela está deitada (o papelão tem que ser só dela! Tem que ver como ela rosna quando a Tauri tenta ficar por perto... hehe), é um verdadeiro amorzinho e muito inteligente, essa pequena!


Olha a cara de safada dela! Às vezes suspeito que ela realmente seja uma regeneração do Mestre... Sei lá... Espero que tenham gostado da postagem de hoje! Sei que ficou bem simples, mas foi feita de coração.

Para ler mais postagens sobre Doctor Who, clique aqui.

E você, se identificou com algo? Notou outros "sintomas" que não estão listados aqui? Não se esqueça de deixar o seu comentário!

Beijinhos Alados,
2 Comentários
Comentários

2 comentários:

  1. Não sou merecedora de ser Whovian ainda (e não li o post todo por medo de spoiler) mas sou uma leitora anônima do blog a um tempo então não acho tão mal perguntar: acabei de ver minha primeira temporada e minha primeira regeneração. Era mesmo para eu estar tão emocionalmente abalada e pensando repetidamente "Ah, meu deus, eu não estava preparada para isso?" ?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Normaaaaaaaaaaaaaaal! A gente sempre sente isso, é impossível não sofrer um pouco.

      Excluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Posts relacionados