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02/09/2015

Livro - Shadow Scale (Seraphina nº2, Edição em Inglês)

Alados meus, lembram que há um tempão falei sobre o livro "Seraphina"? Pois é, hoje eu falarei sobre o segundo e último volume da série, intitulado "Shadow Scale", que ainda não tem tradução para o português. Como eu sei que muita gente vai estar se roendo de curiosidade, colocarei uma parte especial da postagem com spoilers para os apressadinhos que não querem esperar para saber o final ou que, como eu, simplesmente não se importam de saber a história antes da hora.
Mas não se preocupe: a área que contém spoilers estará oculta e devidamente sinalizada, com a fonte da mesma cor do fundo, para que ninguém saiba de coisas que não queira saber por engano. Todo o texto antes do local indicado está perfeitamente seguro, pode confiar.

Shadow Scale, Rachel Hartman:

 
Comecei esta leitura com altas expectativas, pois sou apaixonada pelo mundo fantástico povoado por dragões criado por Rachel Hartman. A Guerra Civil entre os dragões está a todo vapor, e os habitantes de Goredd precisam proteger seu reino a todo custo. Seguindo uma ideia enviada por seu Tio Orma por carta, Seraphina parte em busca dos ityasaari que ela ainda não conhece, buscando reunir meio-dragões suficientes para formar uma rede formada por suas capacidades mentais, que é capaz de segurar até mesmo dragões em pleno voo: a armadilha de São Abaster.
Durante a jornada, ela conhece todas as nuances das terras do sul: os hipócritas de Nynis que, apesar de dizerem ser muito tolerantes com dragões e meio-dragões, continuam tendo os mesmos preconceitos dos Goreddi; os absurdamente intolerantes habitantes de Samsam e os liberais, acolhedores e um pouco presunçosos moradores da Porfíria (Porphyry, em inglês).
Uma das coisas que mais chamou a minha atenção foi a forma como a autora explorou o tema "preconceito", muitas vezes de forma visceral. Não apenas os humanos desprezam os ityasaari, como a própria Seraphina também se sente desconfortável com a sua condição, mesmo depois de declarar abertamente o que ela é. Isso é prova de que qualquer forma de insulto dói, mesmo que a pessoa entenda o porquê de tanto ódio.
"Playing flute was the one thing I knew could make people see a human, not a monster".
Os personagens são uma atração a parte. A grande maioria é cativante, e mesmo os menos queridos não chegam a irritar. Não vou citar aqui todos pois sei que vou esquecer de algum, e isso seria injusto. A Seraphina continua sendo uma protagonista forte, o que garante que todo o enredo seja lido sem deixar o leitor entediado. O Orma, infelizmente, fica ausente por muito tempo, apesar de aparecer no começo em algumas lembranças da Seraphina. O lindo do Abdo é o personagem que mais acompanha a personagem principal, e tem um papel fundamental na aventura. Dou destaque também à história de Jannoula, aquela ityasaari que fica presa na "Wee Cottage" (desculpa, esqueci o nome em português, se alguém souber, me corrija.
Devo alertar que para ler esta obra é preciso ter uma mente aberta. A autora construiu uma trama que traz reviravoltas corajosas, polêmicas até. Tem a sua dose de romance, mas foge completamente de excessos. Mesmo que a pessoa não goste muito do final (até agora nem sei se eu mesma gostei ou não), o caminho até o fim vale muito a pena, pode confiar.
You don’t go through what we’ve been through together and not leave some of yourself behind.
Agora trarei alguns spoilers, não muitos, pois não tenho empo suficiente para escrever muitos detalhes. Vou colocar essa parte da postagem com fonte na cor branca, para que ela fique invisível com o fundo do blog. Quem realmente quiser ler sobre algumas revelações trazidas no livro, basta selecionar o espaço que vou indicar abaixo.

[Selecione daqui...]
Para começar os spoilers, direi que a Seraphina acaba conhecendo TODOS os ityasaari, e isso inclui até mesmo aqueles que ela pretendia evitar. Não posso contar a vocês a história de cada um, elas são longas e são reveladas aos poucos no decorrer do livro, por isso eu digo que mesmo que você não goste do final da duologia, vai acabar curtindo muito a jornada.
A Jannoula já foi uma grande amiga da Seraphina, ela tinha uma vida sofrida por ser um experimento dos sensores, já que ela consegue entrar no jardim mental, aquele lugar fictício acaba sendo uma espécie de escape, mas a sua ganancia é muito grande, e a Seraphina foi obrigada a trancá-la para evitar que tomasse total controle de sua mente. Por ter uma visão deturpada da vida e de si mesma, acaba desejando roubar ou destruir tudo o que é da Seraphina: seus amigos, seu tio Orma, a admiração do Príncipe Kiggs e da Rainha Glisselda e tudo mais. Até o final, ela consegue entrar na mente de todos e influencia até mesmo os humanos, com sua espécie de glamour. É ela também a responsável pelas guerras, ela manipula tudo para que todos os exércitos se enfrentem.
O Abdo acompanha a Seraphina até a Porfíria, mas o pobrezinho sofre muito, é atingido no punho por uma adaga lançada por um monge de São Abaster (ou de São Ogdo? Não me lembro) e perde os movimentos dos dedos. Ele também acaba sendo dominado pela Jannoula e, mesmo tendo poderes mentais muito fortes, sofre muito enquanto precisa lutar pelo controle. O final dele, porém, faz jus ao seu sentimento.
Os Santos na verdade foram meio-dragões criados por uma experiência dos Sensores. Eles eram mais de 400. Todo o ódio pela própria raça foi criado para que as gerações futuras não caíssem no mesmo erro. Nós conhecemos a história de Santa Yirtrudis e também de São Pandowdy, que é ninguém menos do que o próprio Pandowdy que está no jardim mental de Seraphina (mas isso é no final, estou contando as coisas fora de ordem para que vocês consigam entender).
A Rainha Lavonda morre enquanto o Kiggs está com a Seraphina e o Comonot na Porfíria, e ele se sente muito mal por isso. O romance entre o Kiggs e a Seraphina fica muito morno até quase no final, quando eles se beijam enquanto estão escondidos no castelo. A Rainha Glisselda acaba descobrindo tudo através da própria Jannoula, que praticamente domina toda Goredd quando se autoproclama Santa e influencia todo mundo, até mesmo a Rainha. É a dor de descobrir sobre esse romance que desperta Glisselda da influência de Jannoula, e acabamos tendo a surpreendente descoberta que ela não nutre sentimentos românticos pelo Kiggs, mas sim pela própria Seraphina. De fato, ela chega a beijá-la na boca no meio da guerra (as duas estavam em uma passagem secreta, ninguém viu o momento).
Embora ainda tenha muitas outras revelações, vou acabar por aqui apenas dizendo que a guerra acaba sem muitas sequelas e com promessas de paz, apenas um ityasaari morre e outro fica física e mentalmente incapaz (não vou dizer quem, quero que vocês tenham vontade de ler para descobrir). Kiggs e Glisselda acabam se casando no final, a única coisa que a Seraphina revela é que eles vão ter que dar seu próprio jeito para lidar com seus sentimentos. Orma sofre a excisão e o livro termina sem determinar se ele vai ou não conseguir recuperar pelo menos um pouco da sua memória.
É isso o que vou dizer. O livro tem muito mais atrativos, portanto, mesmo lendo essas revelações, procure aproveitá-lo, vai valer a pena.
[... até aqui!]

É só isso por hoje, alados meus. Espero que entendam por que eu coloquei aqui essas revelações, não quero que ninguém desista de apreciar o livro, é apenas para que os mais ansiosos satisfaçam sua curiosidade, pois ainda vai demorar muito para que seja lançado no Brasil, e isso se realmente for lançado. Digo e repito: você vai se divertir com a trama em si, mesmo que não goste da conclusão, eu prometo!

Não percam as minhas próximas opiniões, trarei ótimas obras!

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Beijinhos Alados,
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