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24/07/2015

Livro - The Little Lame Prince (Edição Kindle em Inglês)

Nada de princesas apaixonadas, bailes pomposos e casamentos instantâneos, alados meus, hoje falarei sobre um livro cujo personagem principal é um pequeno príncipe que não é capaz de andar e correr como as outras crianças e recebe um presente especial de sua fada madrinha: uma capa mágica que permite com que ele voe e conheça o mundo afora. Ficou curioso com esse enredo? Eu me encantei desde o início e tenho certeza de que muitos vão amar sua linda mensagem. Infelizmente, não há tradução em português, mas a todos que são capazes de entender a língua inglesa, fica aqui essa dica preciosa!

The Little Lame Prince, Dinah Maria Mulock:

Nosso personagem principal, o príncipe Dolor, é um garoto gracioso e cheio de bondade no coração mas que, por causa de um acidente no dia de seu batizado, não é capaz de andar como as outras crianças do reino. Ainda muito pequeno, o príncipe acaba ficando órfão; e os habitantes de Nomansland logo se sentem abalados por pensar que tal príncipe poderia não ser capaz de reinar da forma devida. Astuto e ganancioso, o tio do príncipe Dolor sobe ao trono forjando a morte do sobrinho, e trancafia o pobre menino em uma torre localizada na parte mais remota do reino, deixando-o aos cuidados de uma mulher condenada cujo "castigo" passa ser o de manter o príncipe vivo — caso contrário, ela seria executada.
Embora a vida do menino não fosse completamente infeliz, ele morria de vontade de conhecer o mundo além da torre. É neste ponto que a fada madrinha do menino, uma simpática senhora vestida de cinza, presenteia-o com uma capa maltrapilha que se assemelha a um poncho, que tem a propriedade mágica de voar. Saindo pela claraboia a bordo da capa voadora, Dolor logo sacia a sua vontade, descobrindo também que o mundo tem seu lado negativo, e que seu papel no reino é muito mais importante do que ele pensara a princípio.
Eu fiquei absolutamente encantada com a trama desse livro. Além de ser diferente de todos os contos de fadas e trazer como protagonista um menino que tem suas limitações, também ilustra lições que geralmente são ignoradas nos contos infantis: que as coisas que desejamos precisam ser conquistadas, que precisamos aprender a ser felizes mesmo com as coisas que nos fazem diferentes dos demais, que não se deve julgar alguém pelos erros que teve no passado e que é preciso superar os nossos temores para alcançar os objetivos que mais almejamos.
"When we see people suffering or unfortunate, we feel very sorry for them; but when we see them bravely bearing their sufferings and making the best of their misfortunes, it is quite a different feeling. We respect, we admire them. One can respect and admire even a little child".
Um dos melhores diferenciais é que essa história mostra que o príncipe realmente sofria por causa de sua condição, e que era preciso que ele entendesse e soubesse lidar com as dificuldades. De fato, ele só encontra a liberdade quando percebe que é diferente e que pode fazer grandes coisas mesmo sendo como é.
"You're no good to me," he said, patting them (the legs) mournfully. "You never will be any good to me. I wonder why I had you at all. I wonder why I was born at all, since I was not to grow up like other boys. Why not?" A question so strange, so sad, yet so often occurring in some form or other in this world — as you will find, my children, when you are older — that even if he had put it to his mother she could only have answered it, as we have to answer many as difficult things, by simply saying, "I don't know."
Admirar a força e a persistência do príncipe é inevitável. Ele não se torna forte porque tem o apoio de sua fada madrinha, mas sim porque aprende da forma certa as lições que ela vai passando para ele no decorrer da trama. O final feliz desta história não é o de viver para sempre com um amor verdadeiro, mas sim o de aprender a viver amando a si mesmo de verdade.
"First, because, accepting his affliction as inevitable, he took it patiently; second, because, being a brave man, he bore it bravely, trying to forget himself, and live out of himself, and in and for other people".
Depois desta maravilhosa história, somos presenteados com alguns contos, cada um trazendo uma lição diferente. A meu conto secundário preferido foi "Prince Cherry", e o que menos me encantou foi o último, "Clever Alice". Não vou falar muito sobre esses para não deixar a postagem muito grande, só posso adiantar que são ótimos, no mesmo estilo educativo da história principal da obra.
Concluo esse post afirmando que é uma pena que nenhuma editora brasileira tenha traduzido o livro para o português. Creio que seria muito valioso para todas as gerações, além de trazer uma diversão sem igual. Entrou para os meus favoritos pois é uma das histórias mais fofas que já experimentei, espero que mais pessoas se interessem e se apaixonem por ela também.

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Beijinhos Alados,
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