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29/06/2015

Livro - The Dark Path (Edição em Inglês)

Por que eu fui inventar de ser fã de Doctor Who, alados? Para sanar minha curiosidade, decidi pesquisar sobre até que ponto a história de hoje poderia ser considerada canon, mas agora já não sei mais o que é canon ou não no Whoniverso, então decidi chutar o pau da barraca e não considerar mais nada como canon ou não, assim como já não acredito nas coisas que o Moffat fala nas entrevistas dele... hehe. Sério, fiquei confusa... então espero que vocês me perdoem por falar apenas sobre a trama em si, sem me aprofundar nas conexões deste romance com a série em si. Pelo visto ainda preciso me aprofundar mais no mundo Whovian antes de falar com segurança sobre essas coisas... Enfim, vamos logo para a opinião de hoje que é isso que importa!

The Dark Path, David A. McIntee:

Não tenho vergonha de dizer que escolhi essa leitura por causa da capa: para mim seria impossível ignorar uma aventura do Second com o Master, principalmente sabendo que no seriado o Master só se encontra com o Doutor na era do Third. Para completar, os companions da vez são o Jamie e a Victoria (para ser mais clara, embora eu não goste muito da Victoria, acho que a presença do Jamie compensa completamente). Quanto às características gerais do livro, esta história em especial pode ser colocada entre os arcos "The Web Of Fear" e "Fury From The Deep", um ponto positivo que vale a pena ser dito é que durante a trama são citadas várias coisas vindas dos arcos anteriores que ratificam essa posição (inclusive insinuando o desejo da Victoria de deixar a TARDIS, o que vem a acontecer em "Fury From The Deep).
Antes de eu falar sobre a atração principal, adiantarei as coisas menores que me encantaram. Primeiro: é uma aventura da série clássica em sua melhor forma, tem bastante adrenalina, eventos que se entremeiam de forma complexa mas que não prejudicam a verossimilhança, reviravoltas estonteantes, um prato cheio para quem já está apaixonada pelas primeiras regenerações do Doutor. Dentre as muitas coisas que acontecem, somos presenteados com a manipulação do espaço/tempo em seu mais alto nível, coisa que me impressionou bastante.
Os personagens principais advindos da série também estão muito bem representados, não é difícil mentalizar o Doutor de Patrick Troughton enquanto se lê, por exemplo. Vemos também toda a fidelidade e bravura do Jamie e a fraqueza da Victoria de ser facilmente influenciada quando o assunto toca na tragédia que acontecera com o seu pai. Quanto aos personagens inerentes a esse enredo em especial, gostei da maioria, embora não tenha ficado particularmente apaixonada por nenhum deles.
Mas o ponto alto mesmo é o Koschei que, como a própria capa já nos revela antecipadamente, durante a história finalmente se "transforma" no nosso querido Mestre. Aliás, esse é um dos pontos que podem ser uma verdadeira faca de dois gumes: se por um lado a capa favorece o interesse dos fãs do "Mastah", por outro lado já dá um spoiler para aqueles fãs que preferem ser surpreendidos pelas revelações. Aliás, peço perdão por revelar nos próximos parágrafos algumas coisas sobre a trama mas, pode crer, o livro tem muito mais coisas interessantes, o que estou contando é só uma pequena parcela do atrativo.
Mas voltando ao Koschei, uma das coisas que muito me encantaram foi a forma como ele foi descrito nas mais variadas situações, o autor sempre dava destaque ao ar de poder inerente ao Mestre de Roger Delgado (aliás, foi exatamente essa característica do primeiro Mestre que me fez mudar de opinião com relação a ele).
Koschei seemed so at home in this position, that it was almost as if he had been born to it, and raised for power.
O título, inclusive, já é uma própria alusão ao novo caminho que ele escolhe. Todos sabemos que a personalidade do "Mastah" é uma mistura de ambição por poder e conhecimento, um pouco de insanidade, uma dose de ressentimento pelo Doutor e um julgamento bastante deturpado sobre os seus próprios escrúpulos. Para ser um pouco mais clara, digamos que o pobrezinho só quer ajudar o Universo, porém, na cabeça dele a paz só seria possível se ele pudesse controlar todo o caos e os seres vivos em si... coisa simples!
‘The path you’re taking leads only to evil, Koschei.’
‘Evil? I will show you evil, Doctor.’
Evidentemente, para todos os que apreciam a relação entre o "Doctah" e o "Mastah" temos o clássico momento em que ele tenta seduzir o Doutor, tentando fazê-lo entender que juntos eles poderiam trazer a harmonia ao cosmos, unidos no controle de todas as coisas (sempre pensando em estar juntinho de seu melhor amigo em qualquer circunstância ^.^). Mas o Doutor, obviamente, não é enganado nem por um segundo, e recusa a oferta pouco depois.
Koschei matched the Doctor’s worried gaze with a calm one of his own. ‘Well, it seems the old saying is true – a ship cannot have two captains. So as far as the cosmos is concerned –’ he smiled, with the air of a prisoner realizing that his shackles have fallen away for good’– there can only be one Master!’
Pouco depois da citação acima, ele mesmo diz que já não responde mais ao nome "Koschei", que chegará o dia em que o Doutor o chamará de Mestre... ai, ai, esses dois lindos!
O final deixa uma pequena brecha mas é satisfatório. Estou muito feliz por ter terminado esta leitura, entrou para os meus favoritos completamente, principalmente porque tocou em várias coisas que gosto em DW. Recomendo para os fãs que já estejam pelo menos no meio das temporadas do Terceiro Doutor (quem não tiver chegado a esse ponto, pode se confundir bastante). Não deixe de anotar o título em sua lista de futuras leituras!

Não percam as minhas próximas opiniões, trarei ótimas obras!

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Beijinhos Alados,
3 Comentários
Comentários

3 comentários:

  1. é tipo meio que uma introdução ao Mestre, né? Quase como uma história de origem, mas sem origem?

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  2. Aii quanta viadagi linda <3 Não tinha lido sobre ainda, os detalhes e talz, nem paciencia pra ler o livro em si, obrigada por isso! *-* Só lembra que o ship é canon e pronto. Só amor e odio entre esses dois, tapas e beijos lol. Somos todos um Master no fim das contas... a sede de controle e poder, para trazer a paz está nos nossos instintos.

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    1. Kkkkkkkk... E olha que eu não falei nem metade das viadagi para o post não ficar muito grande e cheio de spoilers!!! É muito amor envolvido ^.^

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