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17/10/2014

Coisas de Escritora - Promessas, promessas...

Alados, todas as pessoas que se dedicam à arte da escrita precisam lidar com um monte de promessas não cumpridas.Nem precisa publicar um livro: basta disponibilizar alguma coisa para as pessoas lerem que já vem um monte de gente com conversa fiada.
Eu gostaria muito que não fizessem isso, ou que pelo menor fizessem um esforcinho para cumprir. Sabe, incomoda um pouco você ter a falsa esperança de que conseguiu um novo leitor quando na verdade a pessoa só estava fingindo que gostava do livro para ganhar sua simpatia.
E então nos perguntamos: "Mas e se a pessoa se esqueceu de comprar ou de ler o livro?" É, isso pode acontecer, mas nós acabamos não cobrando, para não ficar com a fama de chatos. Sem contar que é um horror ter que ficar mandando recadinhos para um monte de gente, falando: "Olha, não se esqueça do meu livro não, fulano!" Ninguém tem tempo livre suficiente para isso.
Claro que eu não vou me isentar da culpa, também já falhei em promessas, prova disso é que não consegui publicar o DSE antes do meio do ano, como tinha prometido. Acontece, faz parte da natureza humana. Só que enquanto os leitores precisam lidar com a promessa de um escritor, o autor precisa se desdobrar com promessas de um monte de gente. Chega uma hora que já não aguentamos mais!
O fato é que o brasileiro não se anima muito com o lado cultural da vida. Quando falamos de literatura, os brasileiros podem até se interessar, mas não gostam de investir de verdade em uma leitura que não seja modinha. É lamentável saber que as pessoas ligam mais para produtos que duram poucos dias do que para os livros, que são para a vida inteira. O mundo das letras sempre fica em último plano, a menos que a pessoa faça parte da minoria bookaholic que é apaixonada por histórias desde criança.
Não estou querendo jogar indiretas para ninguém, apenas peço que as pessoas sejam um pouco mais honestas. Quer ajudar? Ótimo, então continue até o fim. Acha que não está tão interessado assim? Então não fique inventando juramentos, só deseje boa sorte ao escritor!
Isso tudo foi papo de escritora amarga? Talvez. Eu não consigo me manter "doce" o tempo todo, minha paciência tem limites. Isso é fato. Poderia terminar esse texto tentando justificar meu ponto de vista com mil desculpas, mas a verdade mesmo é que só quem escreve sabe o que estou sentindo.

Espero que tenham gostado da pequena reflexão de hoje! Não posso deixar, é claro, de terminar o post convidando a todos a conhecer o meu livro "Doce Sonho Alado", os links dele estão na seguinte página:


Estou contando com o apoio de todo mundo. Mesmo que você não esteja em condições de comprá-lo, uma divulgação já é muito bem-vinda!

Para ler mais "Coisas de Escritora", clique aqui.

Beijinhos Alados,
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