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08/08/2014

Coisas de Escritora - Ter classe é obrigatório!

Alados, vocês sabem qual é a diferença entre um livro bom e um "meia-boca"? Para mim, a diferença é a classe que o autor usa na hora de construir a história.
Vocês já experimentaram ler uma trama que chega a irritar com tantos acontecimentos capengas? Sabe, você está lendo tranquilamente, tentando dar uma chance para a obra, e de repente um personagem pendura uma melancia no pescoço, ou faz a piada do "não, nem eu", ou faz qualquer coisa que é tão manjada que nos faz ter vergonha de estar lendo aquilo...
Não estou falando, é claro, que você não possa colocar bizarrices na sua história, mas até mesmo os livros mais loucos precisam ter um quê de "semancol". Se faz necessário não apenas ter uma ideia original, mas também ter certeza que essa ideia vai parecer agradável para o leitor.
Não sei se vocês já entenderam o que eu quero dizer, já que é difícil falar sobre isso sem dar exemplos... Digamos que, assim como toda arte, a literatura também precisa ter uma beleza harmônica. Não estou apenas me referindo a tramas inverossímeis (ou seja: com furos, que não estejam bem "amarradas") mas sim a ter um certo charme, ter dignidade mesmo.
O fato é que antes de publicar um livro, o escritor precisa ter certeza de que a história não está bonita apenas na cabeça dele. Embora o segredo da arte da escrita seja o de montar cada parágrafo com absoluta autenticidade, é preciso saber vender a história. Tramas só serão cativantes se você conseguir manter imagens mentais que não agridam o leitor de tão absrdas que são.
Vocês não sabem quantos trechos tive que apagar do meu livro antes de achar que ele estava digno de ser publicado! Eu tinha, inclusive, colocado no fim da história uma briga extremamente infantil entre a Evie e a Louise, justo na hora em que as coisas estavam mais tensas. Mas então eu pensei: por que elas fariam isso? Não seria melhor manter o clima de suspense?
Isso sem contar os diálogos capengas, como quando o autor coloca falas em que parece que o personagem está lendo um livro-texto. Ou aquelas que são empoladas demais, do tipo: "Por obséquio, poderia dar-te um ósculo de despedida?" Puxa vida, não é preciso ser 100% igual à vida real, mas é imprescindível que as conversas soem com naturalidade! Tem que convencer o leitor de que é uma conversa possível, sabe...
Isso só serve para provar como o trabalho de um escritor é delicado, e como é preciso ter muito cuidado antes de permitir que todo mundo leia sua história. Tudo isso que eu citei acima contribui para que você acabe com má fama entre os bookaholics. Críticas negativas são uma ameça real, e você precisa fazer de tudo para que as pessoas maldosas não tenham fundamento. Tente olhar para o seu "bebê de papel" com outros olhos, tentar ver se ele é legal o bastante...
Uma boa dica é estar sempre em contato com os livros mais bem vistos pelo público em geral, acostumar o seu cérebro com a escrita dos melhores autores. Se você se habitua ao que é bom, certamente conseguirá produzir boas coisas. Não tenha medo, apenas se esforce, tente sempre superar suas melhores ideias. Confie em mim: o importante é não desistir nunca!

Espero que tenham gostado da reflexão de hoje! Não posso deixar, é claro, de terminar o post convidando a todos a conhecer o meu livro "Doce Sonho Alado", os links dele são os seguintes:


Estou contando com o apoio de todo mundo. Mesmo que você não esteja em condições de comprá-lo, uma divulgação já é muito bem-vinda!

Para ler mais "Coisas de Escritora", clique aqui.

Beijinhos Alados,
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