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28/07/2014

Livro - Praticamente Inofensiva

Alados, hoje falarei sobre o último livro da saga "O Mochileiro das Galáxias" que foi realmente escrito pelo inigualável Douglas Adams. É realmente uma pena que ele não tenha tido tempo de nos presentear com mais genialidades... Só nos resta apreciar com muito carinho essa série de livros audaciosa, guardando para sempre no coração as aventuras de Arthur Dent e Ford Prefect.
Enfim, hoje compartilharei minha opinião sobre o livro que acabei de ler. E antes de começar, como já é de costume nos posts sobre literatura, deixo aqui também os links do meu próprio livro. Se você puder me ajudar, nem que seja com uma divulgação básica, já ficaria imensamente feliz:


Praticamente Inofensiva, Douglas Adams:

Assim como o livro anterior da saga, também tive que ler uma edição econômica, então vocês já devem saber que a minha opinião continua a mesma quanto aos aspectos físicos. Uma coisa que eu queria falar sobre a estrutura da história, é que os capítulos estavam maiores, o que dificulta um pouco para quem gosta de pausar no fim deles... Mas nada que me impeça de ler, claro! Vamos logo à minha opinião que é isso que interessa:

Trecho do Livro:

    "O Guia do Mochileiro das Galáxias teve, no que nós chamamos ridiculamente de passado, muito o que dizer sobre universos paralelos. No entanto, a maior parte desse conteúdo é incompreensível para qualquer um abaixo do nível Deus Avançado e, como já havia sido determinado que todos os deuses conhecidos tinham surgido uns bons três milionésimos de segundo após o início do universo e não, como costumam dizer por aí uma semana antes, eles já tem muita coisa para explicar só por causa disso e não estão disponíveis para tecer comentários sobre temas profundos de física.
     Uma coisa encorajadora que o Guia tem a dizer sobre os universos paralelos é que você não tem a menor chance de compreendê-los. Você pode, portanto, dizer coisas como "O quê?" e "Heim?" e até mesmo ficar vesgo e fazer papel de tolo sem ter medo de parecer ridículo.
     A primeira coisa que devemos saber sobre os universos paralelos, explica o Guia, é que eles não são paralelos.
    Também é importante saber que eles não são, estritamente falando, universos, mas fica mais fácil tentar compreender  isso um pouco depois, após compreender que tudo o que você havia compreendido até então não é verdade".

Minha opinião pessoal:

Nesse livro nós somos apresentados a um novo nível de loucuras. Se já achávamos que as coisas estavam ficando cada vez mais estranhas, agora a estranheza se estende aos universos paralelos. Chega uma hora que a gente nem entende mais em qual universo o Arthur e o Ford estão... hehehe.
Em questão de personagens, descobri que definitivamente o Douglas não sabia fazer personagens femininas fortes. O grande exemplo disso é a chegada da Random, que tem um nome super criativo e todos os elementos necessários para render as cenas mais inusitadas com o Arthur, só que acabou sendo apenas uma pedra no sapato. Não vou dizer exatamente quem ela é senão vão querer me assassinar por passar spoilers, mas fiquem sabendo que vocês não vão gostar dela.
O Arthur passa o início do livro tentando achar um lugar para viver, e acaba descobrindo que a Terra nem sempre é a Terra que conhecemos, que pode ser ligeiramente parecida com a nossa ou completamente caótica, e de um jeito ruim de caos. Logo ele acha um planeta onde fica mais sossegado e feliz, mas não aproveita aquele lugar por muito tempo, sendo arrastado à força para mais uma jornada.
Também nos deparamos com uma Trillian mais distante (e também com o que ela poderia ter sido se não tivesse ido embora da Terra) e um Ford mais sentimental que, embora fale com todas as letras que seu tempo com os humanos fora pura chateação, nos mostra momentos de nostalgia incontestáveis. Aliás, não sei porque, achei ele mais legal nesse livro. E também preciso dizer que eu queria que o Colin tivesse ficado mais um pouco na história.
Também reitero aqui o que disse numa das minhas opiniões sobre a saga: essa série de livros só seria perfeita se tivesse um vilão forte. Claro que tem os vogons, mas eles são quase que parte do cenário. Mas como nada é perfeito, vamos seguir em frente...
O livro realmente termina com um fim que poderia de fato ser tomado como um fim, mesmo com a existência do sexto livro (que não foi escrito pelo Douglas, e por isso muitos fãs não o consideram). Eu gostei e não gostei do fim. Não é por ter sido ruim, acho que é apenas porque queria que tivesse sido mais dramático, sei lá...
Enfim, essa saga ficará para sempre no meu coração como uma agradável bagunça sem noção que faz todo o sentido. Não tenho previsão de quando lerei o sexto livro, mas sei que vou querer lê-lo sim, nem que seja só para aproveitar mais um pedacinho dessa turma que é "de outro mundo"!

Não percam as minhas próximas opiniões, trarei livros ótimos!

Para ler todas as minhas opiniões sobre os demais livros que já li, clique aqui.

Beijinhos Alados,
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