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10/07/2014

Livro - Até mais, e obrigado pelos peixes!

Se você, querido alado meu, é do tipo de pessoa racional que adora livros que façam o total sentido, nunca leia a saga "O Mochileiro das Galáxias". É absolutamente bizarra, e tão insana que foi capaz de acertar completamente o meu gosto. É uma série de livros tão louca quanto eu.
Para vocês verem o tamanho da minha empatia, o livro que comentarei hoje, para mim, foi o mais fraco do Douglas até agora (apenas comecei a ler o "Praticamente Inofensiva", então não posso afirmar com exatidão) e mesmo assim consegui me divertir. Sei lá, não consegui ficar com tédio, ou com raiva, do que acontecia. A cada parágrafo, eu só conseguia pensar: "Cara, isso é tão Douglas Adams!" O resultado é que a leitura fluiu como água nos dedos.
O que, aliás, me leva a lamentar profundamente que ele tenha partido dessa vida tão cedo. Uma pena que não podemos desfrutar de uma centena de sagas como essa... acho que seria muito difícil encontrar um escritor que consiga dar o mesmo sentido que ele deu a um bando de trecos aleatórios reunidos no mesmo balde de loucuras...
Enfim, hoje compartilharei minha opinião sobre o livro que acabei de ler. E antes de começar, como já é de costume nos posts sobre literatura, deixo aqui também os links do meu próprio livro. Se você puder me ajudar, nem que seja com uma divulgação básica, já ficaria imensamente feliz:


O livro físico estará com 20% de desconto até o dia 12/07, devido a uma promoção relâmpago do próprio Clube de Autores, não deixem de aproveitar! Conto com a ajuda de todos, nem que seja com uma contribuição mais humilde.

Até mais, e obrigado pelos peixes!, Douglas Adams:

Por causa de um terrível erro do destino, desta vez tive que ler uma edição econômica. Eu não sou do tipo que deixa de ler uma história só porque o livro físico não é dos melhores; mas não posso deixar de salientar que edições econômicas são sempre ruins. E mesmo que não sejam "horrivelmente horrível", elas são ruins apenas por nos irritar por serem piores do que as edições normais... Enfim, acho que isso já resume os aspectos físicos da obra em questão... hehehe. Partamos, então para a minha opinião em si, espero que gostem!

Trecho do Livro:

    "Aquele era o bar onde havia passado a fatídica hora do almoço durante a qual primeiro a sua casa e, depois, todo o planeta Terra foi demolido, caso contrário onde diabos ele teria estado durante os últimos oito anos e como teria chegado até lá, senão em uma das imensas naves amarelas dos vogons, que o terrível Russell acabara de dizer que não passavam de alucinações induzidas por drogas, mas, entretanto, se o planeta foi mesmo demolido, o que era essa coisa sobre a qual ele estava de pé agora...?
    Interrompeu bruscamente a sua linha de raciocínio porque não chegaria a nenhuma conclusão além da que chegara nas últimas vinte vezes.
    Começou de novo.
    Aquele era o bar onde havia passado a fatídica hora do almoço durante a qual aconteceu fosse o que fosse que ele iria descobrir depois que tinha acontecido e...
    Ainda não fazia sentido.
    Começou de novo.
    Aquele era o bar onde...
    Aquele era um bar.
    Bares serviam bebidas e ele precisava desesperadamente de uma".

Minha opinião pessoal:

Conforme eu já escrevi lá na página do Facebook do DSA, o "Até mais, e obrigado pelos peixes!" é uma espécie de pausa na aventura principal apenas para conhecer o Arthur Dent de forma mais profunda (ou quase isso), o próprio autor brinca que aqueles que não querem saber se "Arthur Dent nunca transa" devem pular imediatamente para os capítulos finais. Mais eu não recomendo que você pule esse volume não, mesmo que você não goste muito do Arthur, também tem coisas interessantes entre essas linhas.
Infelizmente, o Zaphod não está mais na trama. Não sei se vocês se lembram que eu tinha o eleito o meu favorito da série... enfim, a vida é assim mesmo, e eu já estou tão anestesiada com a perda de outros personagens mais amados que nem senti essa. Não sei se ele voltará no "Praticamente Inofensiva"... e também não sei porque estou falando nisso, já que é um leve spoiler... Enfim, acho que no fim das contas devo ter sentido a perda um pouquinho mais do que havia pensado.
E quanto a nova personagem, a Fenchurch, sinceramente não sei o que achar dela. Nem amei, nem odiei, os personagens femeninos do Douglas são sempre assim: essencialmente nude.
Essa parte da história, na verdade, serve mais para que descubramos uns poucos detalhes importantes imersos num mar de amenidades loucas. É só isso mesmo. Juro! E você me pergunta: como você não conseguiu ficar com tédio nem com raiva? Acho que de alguma forma consigo entender a perspectiva do Douglas Adams. Não que em algum dia, no futuro, eu consiga escrever um livro assim; apenas senti que seria mais ou menos o que eu mesma escreveria se fosse fazer o mesmo... No fundo, quem lê a série "O Mochileiro das Galáxias" só precisa entender o básico e ignorar o resto (mesmo que seja impossível não notá-lo). Quem gosta, gosta. Quem não gosta, não gosta.

Não percam as minhas próximas opiniões, trarei livros ótimos!

Para ler todas as minhas opiniões sobre os demais livros que já li, clique aqui.

Beijinhos Alados,
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