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14/07/2014

Coisas de Escritora - Escrever é como tapar um buraco colossal...

É isso mesmo que você leu, meu caro alado. Toda história começa como se fosse um buraco enorme. Daqui a pouco vocês entenderão a minha símile e dirão: "Ih, caraca, é isso mesmo!", mas, por enquanto, imagine apenas isso: um buracão. Pode ser no chão, ou num tecido, ou na cabeça de alguém (se você for um escritor do tipo George R. R. Martin), enfim, um enorme buraco, não importa onde. Só não imagine um buraco negro, senão não vai ter como continuar com a analogia. Nem pense maldade, não estou falando de buracos corporais, por favor!
Imagine também que você só tem pedaços de coisas bem pequenas para tapar esse orifício (que vão representar as ideias que um escritor tem para os trechos da trama). Vamos dizer, por exemplo, que o buraco em questão é na terra mesmo e que vamos tapá-lo com bolinhas de papel ofício. Primeiro, você vai pegando todo o papel que já tem em casa e vai atirando alegremente no espaço que quer preencher, sem se preocupar muito com a posição que cada bolinha ocupa. Depois de jogar tudo, você acaba vendo que não tem mais papel ofício para tapá-lo, mas acaba dando um jeito de continuar arranjando material, nem que tenha que ir à Nárnia para achar mais. Vai procurando em lugares onde não tinha olhado, pede emprestado para os amigos (sim, porque um escritor também usa ideias alheias para formar sua história), até mesmo fabrica suas próprias folhas recicladas se for preciso (me refiro a histórias antigas que reformulamos para usar em histórias atuais). Esse trabalho pode levar um bom tempo, nunca é do dia para a noite.
E então, depois de um enorme trabalho duro, você percebe que as pelotas de papel já atingiram o nível do solo, mas ainda não preencheram todo o espaço, pois sempre ficam uns buraquinhos entre uma bolinha e outra. Nesse ponto, começa a tarefa de tentar ajeitar tudo para que, pelo menos, o buraco passe a impressão de que está completamente tapado (o que simboliza a revisão, obviamente). Você vai ajeitando, trocando algumas delas de lugar, diminuindo o tamanho de umas, aumentando outras, até que fica mais ou menos convincente. Veja bem: não precisa ser necessariamente perfeito (nada é perfeito, ué), só precisa convencer quem vai olhar para o "buraco".
Não sei se vocês conseguiram entender meu ponto de vista, nem se fui suficientemente clara, mas acho que já deu para perceber que a escrita é uma arte detalhada e trabalhosa. Quem se dedica a ela, precisa ter certo jogo de cintura... Enfim, isso tudo pode ser considerado também como uma amostra de como as coisas funcionam na minha cabeça... sim, aqui dentro é uma loucura... hehehe...

Espero que tenham gostado da reflexão de hoje! Não posso deixar, é claro, de terminar o post convidando a todos a conhecer o meu livro "Doce Sonho Alado", os links dele são os seguintes:


Estou contando com o apoio de todo mundo. Mesmo que você não esteja em condições de comprá-lo, uma divulgação já é muito bem-vinda!

Para ler mais "Coisas de Escritora", clique aqui.

Beijinhos Alados,
1 Comentários
Comentários

Um comentário:

  1. Sheila, AMEI a reflexão! Vc conseguiu expressar exatamente o sentimento do escritor... Em poucas histórias que escrevi, consegui imaginar exatamente o buraco e eu jogando as bolinhas de papel, hehehe, perfeito!

    CarinaPilar.com | Meus Livros e Minhas Histórias

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