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04/06/2014

Livro - Seraphina

Alados, a pessoa "inteligente" aqui leu o livro quase todo quebrando a cabeça para entender os termos, e só no finalzinho foi perceber que tinha um glossário nas últimas páginas. Aaaaah! Mas não fiquei revoltada com o livro, claro, eu é que fui a tapada... hehehe.
Enfim, hoje trago para vocês minha humilde opinião sobre uma obra que traz toda a magia dos dragões e da música. No que dá essa mistura? Numa trama ímpar, original e apaixonante!

Mas antes de começar, como já é de costume nos posts sobre literatura, deixo aqui também o link do meu próprio livro. Se você puder me ajudar, nem que seja com uma divulgação básica, já ficaria imensamente feliz:


Conto com a ajuda de todos, nem que seja uma contribuição mais humilde. Agora vamos ao post, não deixem de ler até o fim!

Seraphina, Rachel Hartman:

Sei que muitos não vão concordar comigo, porém, ao meu ver essa capa não representa muito bem o conteúdo bem construído que possui. Não que esteja feia, acho apenas que há um pequeno excesso de informações. Pelo menos deveriam ter retirado a citação do Chistopher Paolini; sei que essas coisas ajudam na hora do leitor se interessar na obra, mas numa capa assim, com tantos detalhes, acabou ficando "too much". Mas é só minha opinião, é claro. E, falando nela, vamos logo partir para o que é bom, né?

Trecho do livro:

    "Minha mãe me deixou uma herança complicada e difícil de carregar. Meu pai escondeu os detalhes mórbidos de todos, inclusive de mim. Ele nos levou de volta a Lavondaville, a capital de Goreddi, e retomou sua prática em leis. Inventou para si mesmo uma categoria mais aceitável para a esposa morta. Eu acreditava na minha mãe como algumas pessoas acreditavam no Céu.
    Eu era uma criança enjoada; não mamava se a ama de leite não cantasse no tom certo.
    — A coisinha tem ouvido para música — comentava Orma, um conhecido do meu pai, alto e ossudo, que nos visitava com frequência naquela época. Orma me chamava de "coisinha", como se eu fosse um cachorro; eu me sentia atraída pelo seu jeito como os gatos rodeiam as pessoas que tentam evitá-los".

Minha opinião pessoal:

Gente, é muito difícil que eu não acabe me apaixonando por uma trama que fale sobre dragões. Ainda tenho o sonho louco de um dia ter um deles como animal de estimação... mas sei que mesmo que fosse possível, nunca teria espaço suficiente aqui em casa. Sem contar que na maioria das versões de histórias dragontinas, eles não são exatamente o tipo de seres que se permitem ser cuidados por seres humanos. "Seraphina" é uma dessas histórias, onde começamos a acompanhar o momento em que a paz entre humanos e dragões começa a ser ameaçada. De um lado, temos esses seres fabulosos, que tentam se livrar de qualquer tipo de emoção humana, algo que consideram extremamente perigoso. Do outro, temos os humanos de Goredd, que tratam os dragões com extremo preconceito; e mesmo os com a mente mais aberta não fazem muito para mudar essa situação.
No meio de tudo isso, encontramos Seraphina, fruto da união ilegal de um dragão fêmea (dragona? Hehehe) com um homem da lei que, aliás, foi quem ajudou a redigir o Tratado de paz entre as duas espécies e deveria dar o exemplo máximo de cumprimento às leis. A trama traz uma protagonista que precisa fazer de tudo para esconder os segredos que a tornam tão repugnante aos olhos da sociedade, ao mesmo tempo em que tenta garantir que a paz diáfana que fora construída entre os povos não seja rompida de vez. Temos também, é claro, a esfera do romance, mas nada que me deixe enojada (nhé, não gosto de muita melação meeesmo!)
É muito interessante perceber como a autora conseguiu construir todo um mundo novo, inclusive com sua própria religião peculiar. No começo, podemos nos perder um pouco entre os termos complexos, mas se você não for burro como eu e olhar o glossário, não vai se perder não. Aliás, foi até bom que eu tenha achado o glossário, pois senão não faria ideia do que vem a ser "daanita". É importante salientar também a importância que a obra dá à música, e às artes em geral, e sua relação particular com sentimentos e com a própria religião. São alusões dignas de "encher os olhos", dá para notar a paixão da própria escritora em cada capítulo, em cada letra.
Em questão de personagens, me apeguei a vários: o Orma, o Lars, a Okra, o Abdo, a Glisselda, o Kiggs e até mesmo a própria Seraphina conseguiu ganhar meu apreço (e olha que quase nunca me afeiçoo aos personagens principais!) Todos tem a personalidade muito bem construída, do tipo que atrai qualquer um que esteja de coração aberto.
Enfim, amei a trama, possui reviravoltas impressionantes e episódios de tirar o fôlego. Entrou direto para os meus livros favoritos. E no final de tudo, ainda descubro que haverá mais aventuras em volumes futuros... Oh my Time Lord, como conseguirei aguentar tanta curiosidade?

Não percam as minhas próximas opiniões, trarei vários livros ótimos!

Para saber minhas opiniões sobre os demais livros que já li, clique aqui.

Beijinhos Alados,
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