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02/06/2014

Coisas de Escritora - Nomes temporários não existem (ou quase isso)!

Hoje falarei, alados meus, sobre um elemento que faz parte da vida dos escritores e chega até a ser engraçado, de certa forma. Não me estenderei muito (até porque não é algo que precise de grandes explicações), mas espero que todos gostem de conhecer um pouco mais sobre a arte de escrever. Ou, pelo menos, sobre a minha experiência pessoal.
Em várias ocasiões fica difícil modelar a personalidade de um personagem ou de um lugar sem nomeá-lo. O nome acaba dando um aspecto mais "concreto" ao indivíduo imaginário, parece que ele começa a existir de verdade depois que é "batizado". Porém, nem sempre o nome perfeito aparece no primeiro segundo então, para remediar, nós escritores costumamos usar um dito "nome provisório", um estepe que poderá ser utilizado até que encontremos o nome perfeito.
Mas é aí que nasce o verdadeiro problema, alados, pois esse improviso pode acabar resultando num personagem com nome capenga. A gente acaba se acostumando a chamá-lo pelo provisório, fica difícil trocá-lo por outro. De repente, o dito cujo acaba ficando com "a cara" do nome, nenhum outro além desse parece combinar do jeito certo.
Não consigo me lembrar agora de um personagem meu em que isso tenha acontecido, mas vou citar o exemplo da "Sapiência" (quem leu o DSA sabe do que estou falando). Fiz até uma menção a isso na própria história, dizendo que era um nome capenga. A verdade é que escolhi esse nome para usar por um tempo, mas logo acabei me acostumando demais a ele. E, ainda por cima, tem o problema de que eu me apego com muita facilidade às coisas, e os nomes não são uma exceção no meu caso. Felizmente, ainda não me arrependi completamente de nenhum nome, mas sei que isso pode acontecer algum dia.
Ainda assim, não é completamente impossível mudar o nome de um personagem. Dói um pouco para se obrigar a aceitar o novo nome, mas quando circunstâncias maiores exigem a mudança, é preciso aguentar. Tenho um personagem novo do segundo livro da minha saga  (não vou dizer quem é pois ainda não foi publicado) que consegui mudar. No começo foi difícil adaptar o cérebro, mas hoje em dia nem sinto a diferença.
A dica que eu dou é ter sempre uma coleção de nomes guardada entre os seus documentos, para que possa servir de auxílio na hora de escolher. Eu tenho uma, mas às vezes tenho preguiça de usá-la... hehehe. Gosto de guardar principalmente os mais sonoros ou incomuns, pois os normais já aparecem na nossa mente de forma natural. Ah, aconselho também que você os separe de acordo com a primeira letra (não precisa ser em ordem alfabética, só separando as iniciais mesmo), pois ajuda a encontrá-los com mais facilidade.
Enfim, se algum dia você pensar em dar um nome provisório a um de seus "bebês" tome muito cuidado. Não decida nada às pressas pois, sem mais nem menos, você pode acabar adotando sem querer um nome que não é lá essas coisas...

Não posso deixar, é claro, de terminar o post convidando a todos a conhecer o meu livro "Doce Sonho Alado", o link dele é o seguinte:


Estou contando com o apoio de todo mundo. Mesmo que você não esteja em condições de comprá-lo, uma divulgação já é muito bem-vinda!

Para ler mais "Coisas de Escritora", clique aqui.

Beijinhos Alados,
1 Comentários
Comentários

Um comentário:

  1. Acho que funciona como um filho. Se você der o nome de Zezinho ao seu filho, até pensar em algo melhor, depois de um tempo não vai dar pra chamar o Zezinho de Joaozinho.

    Quando eu escreve, sempre rascunho os personagens antes, dando um nome que tenha a ver (ou não) com sua personalidade, o que me ajuda bastante.

    Só pra mencionar, desse mês não passa de eu ler DSA.

    Beijo

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