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27/06/2014

Livro - O Chamado do Cuco

Todo mundo já deve conhecer o livro de hoje. E se você ainda não o leu, alado meu, pelo menos deve saber quem o escreveu. Trata-se de "O Chamado do Cuco", uma trama investigativa escrita pela Rainha J. K. Rowling, sob o pseudônimo de Robert Galbraith. Muito mais suave do que "Morte Súbita" (o outro título adulto da autora), essa trama é capaz de nos envolver e nos faz suspirar de amores por seus protagonistas. Acabei de lê-lo anteontem, já virei fã, e nesta postagem compartilharei com vocês as minhas humildes impressões.
Ah, também preciso fazer um pequeno anúncio: vocês se lembram do livro "Vida Longa aos Heróis!"? Pois é, agora ele tem uma página oficial no Facebook. Convido todos a curti-la:


E antes de começar, como já é de costume nos posts sobre literatura, deixo aqui também os links do meu próprio livro. Se você puder me ajudar, nem que seja com uma divulgação básica, já ficaria imensamente feliz:


O livro físico estará com 20% de desconto até o dia 30/06, devido a uma promoção relâmpago do próprio Clube de Autores, não deixem de aproveitar! Conto com a ajuda de todos, nem que seja com uma contribuição mais humilde.

O Chamado do Cuco, Robert Galbraith (J. K. Rowling):

 
Não tenho muito a dizer sobre os aspectos físicos do livro, sua estrutura é bastante parecida com a do "Morte Súbita". A capa, na minha opinião, é de muito bom gosto; mas nada disso influencia na hora de apreciar o sentido das letras negras reunidas nestas páginas. Como já disse no início do post, o nível de escrita mais "adulta" foi abrandada, aquele fator que não me permitiu alimentar afeto por nenhum dos personagens do livro anterior sumiu bastante. O resultado foi... bom, continue a ler minha opinião, vou dizer o que eu achei da história!

Trecho do livro:

    Robin segurou a porta antes que se fechasse no vão sujo da escada. Uma escada de metal antiquada subia em espiral em volta de um elevador de gaiola igualmente antiquado. Concentrando-se em evitar que os saltos altos se prendessem nos degraus, ela foi até o primeiro andar, passando por uma porta que trazia um pôster laminado e emoldurado com as palavras Crowdy Graphics, e continuou a subir. Foi só quando chegou à porta de vidro no andar de cima que Robin percebeu, pela primeira vez, a que tipo de empresa fora enviada para auxiliar. Ninguém na agência lhe dissera. O nome no papel ao lado da campainha estava gravado no vidro: C. B. Stike e, abaixo dele, as palavras Detetive Particular.
    Robin ficou totalmente imóvel, de boca entreaberta, presa em um momento de assombro que ninguém que a conhecesse teria compreendido. Nunca confidenciara a um ser humano que fosse (nem a Matthew) a ambição secreta e infantil que alimentara a vida toda. Pois isto foi acontecer hoje, justamente hoje! Parecia uma piscadela de Deus (e isto também, de certo modo, ela relacionava com a magia do dia; com Matthew e o anel; embora, pensando bem, não tivessem relação alguma).
    Saboreando o momento, ela se aproximou muito lentamente da porta gravada. Estendeu a mão esquerda (a safira escura agora sob essa luz fraca) para a maçaneta; mas, antes que a tocasse, a porta de vidro se abriu.
    Desta vez, nada ficou por um triz. Cem quilos imprevistos de um homem desgrenhado esbarraram nela; Robin foi arrancada do chão e catapultada para trás, a bolsa voando, os braços como um moinho, no vazio sobre a escada letal.

Minha opinião pessoal:

Podem me chamar de fã louca e babona, mas o fato é que um dos motivos que mais me fez amar a dupla Strike e Robin foi a semelhança dos dois com o Doutor e suas companions. Calma, vou explicar o porquê! Acontece que podemos notar que em ambos os casos há a figura de um homem inteligente, perspicaz, competente, misterioso e nada convencional. Os dois estão, de certa forma, "quebrados", e poucos são os que lhes dão crédito, devido a sua forma excêntrica de agir. Do outro lado, vemos a figura de uma garota que sabe que não vai ficar para sempre com ele, mas que o admira mesmo que de forma tácita. Ela tem seu relacionamento amoroso, porém, a todo instante ficamos com a pergunta na cabeça: "Será que o que ela realmente quer, na verdade, é ficar com o seu chefe?" Todos os sinais apontam que ela deve abandonar a "aventura" e seguir para melhores ocupações, mas a curiosidade e o desejo de fazer parte de algo que realmente a empolgue é ainda maior, e ela se recusa a escutar conselhos contrários. Não sei se vocês entenderam muito bem o que eu quis dizer... é mais ou menos isso... hehehe.
Tirando essa minha conclusão maluca, a história deste livro é bastante original, mostrando para nós as facetas do mundo da fama, as verdades e preconceitos que envolvem esse meio. A investigação do detetive Cormoran Strike começa como o suicídio em potencial de uma supermodelo linda e desequilibrada, apenas Strike é capaz de provar que a polícia deixou escapar pistas cruciais, pequenos detalhes que o levam a descobrir um perigoso assassino.
Eu nunca conseguiria prever o culpado do crime, e tenho certeza de que todos os leitores também se surpreenderam no final. Claro que me senti um pouquinho "enganada" quando li a resolução do caso, o que não desmerece, entretanto, o caráter único da obra.
Ah, preciso salientar que a cena em que a Robin vai ajudar o Strike a voltar ao escritório quando ele está bêbado foi simplesmente hilária. Os dois formam uma dupla bem interessante, espero de todo o meu coração que a J. K. não estrague tudo com um romance entre os dois, no futuro.
Enfim, fiquei morrendo de vontade para ler mais casos, para acompanhar mais aventuras, para saber se o Strike conseguirá se reerguer completamente. Que "Robert Galbraith" nos delicie com mais maravilhas como essa, Deus queira que sim!

Não percam as minhas próximas opiniões, trarei livros ótimos!

Para ler todas as minhas opiniões sobre os demais livros que já li, clique aqui.

Beijinhos Alados,
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