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23/05/2014

Coisas de Escritora - Nada é inédito!

Alados, todo escritor sempre tem ideias que julga serem inéditas. Nós cultivamos as melhores delas, e nos sentimos orgulhosos por ter pensado em coisas tão originais.
O problema é que, na maioria das vezes, acabamos descobrindo que histórias mais antigas já usaram algo parecido. Às vezes isso acontece de forma indireta, mas é certo que pelo menos uma vez encontramos semelhanças de nossas tramas em outras que já foram publicadas.  Isso dá uma sensação inevitável de decepção. Sei lá, parece que a história meio que "murcha" quando vemos que não é tão díspar quanto poderia ser.
Essa é uma das coisas que mais faz com que os escritores desistam de um livro, ou que pensem em recomeçar tudo do zero. Sabemos que é pura paranoia, provavelmente ninguém vai notar a semelhança que notamos, pois só o "criador" conhece profundamente sua "criatura". Ás vezes são detalhes tão ínfimos que é pura besteira achar que tem alguma importância.
Já encontrei algumas semelhanças do DSA com livros que li (desafio vocês a achá-los... mentira, não desafio não, é melhor ninguém saber... hehehe). Acho que o problema mesmo não está em achar as semelhanças, mas sim em fazer as pessoas acreditarem que não foi algo deliberado. É tudo coincidência, juro!
Aliás, preciso lembrar a todos que semelhanças não constituem plágio. Já expliquei na postagem "Ideias não podem ser monopolizadas" como isso acontece, mas não me incomodo de fazer um resumo para quem está com pressa de ler a postagem maior: o plágio só pode ser definido como tal quando copia uma obra integralmente. Quando apenas o "conceito" de duas tramas é semelhante, não constitui desrespeito aos direitos autorais da primeira obra. Por isso existem aqueles livros que parecem gêmeos de best-selles, e nenhum deles está errado. Acho isso, ao mesmo tempo, esquisito e justo. Um assunto que dá um bom tema para reflexão, aliás.
Dizem que os gênios pensam de forma parecida. Acho que é por isso que essas "ideias irmãs" acabam aparecendo vez ou outra. Estou tentando cultivar em mim uma forma de não ligar muito para as coincidências, o que é muito difícil, pois meu nome do meio deveria ser "paranoia". Eu sou paranoica, admito (claro que no sentido figurado, não me refiro a nenhum distúrbio mental, por assim dizer), do tipo que confere três vezes as coisas que está fazendo para ter certeza de que estão certas, e mesmo assim não fica satisfeita. Várias vezes já precisei religar o computador para conferir se o post do dia seguinte estava mesmo programado, por exemplo. Mas também sei que certas histórias dependem de ideias que se encaixem nelas, mesmo que não sejam únicas no mundo. O jeito mesmo é arriscar, dar uma disfarçada básica, e rezar para que ninguém perceba o que não é inédito (e para que não se importe, caso perceba algo).

Não posso deixar, é claro, de terminar o post convidando a todos a conhecer o meu livro "Doce Sonho Alado", o link dele é o seguinte:


Estou contando com o apoio de todo mundo. Mesmo que você não esteja em condições de comprá-lo, uma divulgação já é muito bem-vinda!

Para ler mais "Coisas de Escritora", clique aqui.

Beijinhos Alados,
2 Comentários
Comentários

2 comentários:

  1. Num tempo muito, muito distante eu já sonhei ser escritora de livros. E sempre achei que existissem poucas possibilidades de criar uma história completamente 'inédita'. O que eu acredito é que elas se tornam diferentes conforme as situações colocadas nela se desenvolvem e quando essas situações são bem desenvolvidas o que foi já visto em muitas outras histórias acabam parecendo tão legais como se tivessem sido criadas pela primeira vez.

    Mas o maior problema, ao meu ver, é aquela coisa de 'meu livro é como um filho' porque aí muitas vezes a história acaba não sendo boa, como alguns filhos não são, e a gente não consegue 'perceber isso'. Dia desses vi um autor que estava lançando seu livro de forma independente dizer que 'preferia porque assim tinha mais autonomia sobre sua história'. Ok, talvez até tenha, mas um autor quer ser lido, né não? E nem sempre é preciso mudar a sua história pra ser publicado, o que acontece é que uma editora, que seja profissional na área, vai entender do tal 'mercado'. Mesmo que ela não veja necessidade de mexer na história, vai dar opções de capas mais 'vendáveis' porque, sim, a gente não deve julgar um livro pela capa, mas quando a gente não tem interesse específico em comprar aquele livro, uma boa capa funciona como um prato bem decorado: desperta a vontade de provar .
    E o 'pai daquele filho' muita vezes acha que o seu livro tem a capa perfeita, problema é que ela só tem essa perfeição pra ele.
    é a mesma coisa que acontece com nomes de personagens; muitas vezes a gente lê a sinopse de um livro, escrito no Brasil, por exemplo. O cenário é nacional, as personagens também mas a gente percebe pelos nomes das personagens que o autor, na verdade, tem influência 100% estrangeira e que gostaria mesmo é de estar lançando livro 'made in fora do Brasil'.

    Sem contar que autor nacional e em começo de carreira...é fato: se brasileiro lê pouco, lê menos ainda o que não é 'oba-oba' nas redes sociais, ainda mais hoje em dia com tanto canal literário. Não sei se é fato, mas me disseram que grandes editoras 'conquistam' esses blogueiros/vlogueiros fazendo com que eles conheçam o autor, leiam seu livro...é meio como ir 'comendo pelas beiradas' antes de chegar aos leitores em geral. Até porque hoje em dia muitos são influenciados pelas críticas/resenhas/indicações mesmo que depois não concordem tanto.....
    Porque raramente um escritor é bom de marketing e, não adiantar divulgar o livro pra 'trocentas pessoas', se a turma que influencia os leitores não estão entre eles.
    Mas pra chegar as editoras, pra que elas façam esse investimento no autor novo, não é fácil claro. E acho que a turma nova na literatura é muito apressada...quer ver seu livro pronto logo e aí acabam com ele na mão de meia dúzia de pessoas.
    Infelizmente a literatura, diferente da pintura, da música ou mesmo da interpretação não abre espaços pra divulgar na rua, por exemplo (já que alguém sempre pode fazer um vídeo, postar no youtube e ele acabar bombando nas redes sociais e chamando atenção dos 'grandes).

    Se o escritor vai pra rua falar em voz alta os seus textos periga virar meme piadista na internet porque vai parecer aquele povo que fica falando do fim do mundo...citando a bíblia...

    Enfim... pra ser lido por outros a preocupação em não parecer que está plagiando um outro autor é só 1% do caminho.
    É preciso determinação e paciência. Muuuita paciência e um cadinho de sorte que sempre ajuda :)

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  2. Nossa.... meu comentário dá praticamente um capítulo de livro edição de bolso kkk

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