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15/05/2014

Entrevista DSA com Fabio Bastos

Na segunda-feira, alados meus, compartilhei aqui no blog a minha opinião sobre o conto "O Anjo de Copacabana". Hoje nós vamos conhecer mais sobre o seu autor, Fabio Bastos. A cada entrevista que faço, surpreendo-me com as ótimas respostas que são dadas e me delicio ao conhecer pessoas tão interessantes. E quando é somada a possibilidade de ajudar a literatura nacional, o prazer é redobrado! Por isso este é um dos meus quadros favoritos do meu blog.
Antes de começar, porém (como faço na maioria das postagens literárias), preciso pedir para que todos os que lerem esta entrevista deem uma chance também para o meu "Doce Sonho Alado". Conto com a ajuda de todos, pois preciso de todo o apoio e divulgação. O link do livro DSA é o seguinte:



Vamos, então, ler as respostas que o escritor me deu? Não deixe de conferir tudo e visitar os links no fim da postagem, para conhecer mais sobre o seu trabalho!

Entrevista DSA com Fabio Bastos:

Perguntas:


DSA: Antes de tudo, queria parabenizá-lo pelo conto "O Anjo de Copacabana". Como foi para você escrever o texto? Foi uma tarefa fácil ou exigiu um certo esforço?
Fabio: "O Anjo de Copacabana" foi minha primeira tentativa de um voo mais longo. Acostumado a escrever contos e crônicas, com espaço limitado de linhas, no Anjo pude me expandir. Principalmente nas crônicas, o autor tem que planejar seu texto de modo a apresentar, desenvolver e concluir o tema dentro de um espaço determinado. No Anjo não havia essa limitação e no início me senti meio perdido como um jogador de futebol de salão que vai jogar futebol de campo e não se adapta, mas no decorrer da trama os personagens foram se encaixando na história e o Anjo nasceu. ​

Comentário pessoal: usando ainda a sua símile, posso dizer que o conto foi uma jogada de craque, uma verdadeira goleada (OK, esse comentário foi péssimo, mas é só porque não entendo muito de futebol... hehe)!

DSA: Agora conte-nos o que levou você a querer ser escritor. Foi um sonho de infância ou algo mais recente?
Fabio: Comecei a escrever perto dos cinquenta anos. Ocupei um cargo que me obrigava a viajar bastante pela América Latina. Nessas viagens de negócios você fica bastante ocupado durante o dia, mas às 6 da tarde você volta para o hotel e para o quarto e aí bate uma baita saudade de casa. O único lugar para fugir da solidão e encontrar alguém para conversar é o bar do hotel, e é para lá que você vai e pede o primeiro drink e depois o segundo, o terceiro... Para não me tornar um alcoólatra em trânsito, como vários que conheci, experimentei escrever e gostei. Descobri que escrever passava o tempo e hoje escrevo como passatempo. Machado de Assis cita num de seus livros, acho que em Dom Casmurro, que a praga de escrever quando pega num homem aos cinquenta anos, não larga mais. Aconteceu comigo.

Comentário pessoal: é um vício bem mais sadio do que o álcool, aliás... hehe. Está aí um exemplo de que nunca é tarde para abraçar desafios e fazer coisas que jamais pensaríamos ser capazes de fazer. Já ouvi pessoas falarem que desistiram de tentar escrever um livro mesmo sendo ainda jovens, não pode haver escolha menos sábia do que abandonar um sonho assim.

DSA: Agora uma pergunta mais descontraída: tem alguma situação inusitada ou curiosa que você já passou que gostaria de nos contar?
Fabio: Estava em São Paulo para visitar um cliente e ia levar comigo um homem que contratei para fazer uma apresentação. Eu não o conhecia pessoalmente, só por telefone e havia marcado apanhá-lo na porta do hotel a uma determinada hora. Já estava bem atrasado preso num dos muitos engarrafamentos paulistanos. Naquele tempo ainda não havia telefone celular e não tinha como avisá-lo. Quando cheguei perto do hotel um ônibus enorme estava estacionado onde eu pretendia parar. Um guarda de trânsito apitava e gesticulava mandando os carros seguirem. Felizmente avistei o homem em pé na porta do hotel olhando para os lados a procura de alguém. Dei uma piscada no farol, ele viu e entrou no meu carro sentando ao meu lado. Nos cumprimentamos, me desculpei pelo atraso falando mal do trânsito e seguimos em frente sem falar. Eu estava atento para não me perder, pois não conhecia bem o local. Alguns quarteirões depois nos apresentamos e só então descobri que ele não era a pessoa que eu havia contratado. Como ele também não me conhecia, por isso entrou no meu carro. No início ficamos chateados, mas logo depois rimos da situação enquanto eu tentava voltar ao hotel.

Comentário pessoal: nossa, que embaraçoso! Nem sei o que faria se estivesse em seu lugar... que bom que o desconhecido não era ninguém perigoso, aliás!

DSA: Eu já declarei aqui no meu blog que sou maníaca por histórias, sejam elas quais forem. Conte para nós: de quais livros, séries e filmes você mais gosta? Se de repente você virasse um personagem fictício, em qual desses "mundos" gostaria de viver?
Fabio: Gosto de filmes e romances históricos. Um dos meus autores preferidos é Ken Follet que está escrevendo uma trilogia sobre o século XX. Ele mistura personagens e fatos fictícios com a realidade e assim nos apresenta a história de forma romanceada. Na literatura brasileira O Tempo e o Vento de Érico Veríssimo é um exemplo desse gênero.
Gostaria de viver a década de 50. O mundo se recuperava do trauma de uma guerra longa e cruel e para compensar havia por toda a parte uma enorme alegria de viver, de curtir a vida e esquecer o passado. Foram os chamados anos dourados. Nessa época eu era menino, mas gostaria de ter vivido como adulto.

DSA: Conte-me uma coisa sobre você que você nunca contou no mundo virtual (pode ser qualquer coisa, mesmo que boba).
Fabio: Torço mais pelo Flamengo do que pela seleção brasileira. (Você pediu uma boba, aí vai)

Comentário pessoal: típico dos flamenguistas, não me impressiona muito... hehehe.

DSA: Se você pudesse mandar uma mensagem bem sincera para uma figura pública ou uma celebridade, quem você escolheria? E o que falaria para ele ou ela.
Fabio: Diria para o Lula: Você e sua turma ainda não estão satisfeitos com o estrago que fizeram ao Brasil? Está na hora de vocês caírem fora.

Comentário pessoal: acredito que é o que todo brasileiro sensato gostaria de dizer. Apoio completamente, figurinha repetida não completa álbum!

DSA: Qual (ou quais) dos personagens que você já criou é o seu favorito (pode citar algum personagem de outras obras suas também)?
Fabio: Bruno, personagem principal de um mini romance que escrevi SEM DEIXAR RASTRO. O livro na versão digital é um best seller na Amazon na categoria Ação e Aventura. Quem quiser conhecer o Bruno, compre o livro na Amazon, custa só R$2,99. Vale a pena.

Comentário pessoal: ah, puxa, perdi de baixar esse mini romance quando estava gratuito (acho que me confundi e pensei que já o tinha)! Agora vou ter que ficar só na vontade... snif, snif...

DSA: Se pudesse mudar algo na realidade brasileira, o que seria?
Fabio: Investiria pesado em educação. Somos um país de analfabetos e ignorantes e são eles que escolhem nossos governantes, trocam o voto por um prato de feijão. Para sairmos dessa situação, só instruindo o povo. É um processo lento que pode durar gerações, mas é o único jeito.

Comentário pessoal: verdade, e o pior é que enquanto essa escória continuar no comando, farão de tudo para que a situação da nossa Educação não melhore. Eles querem um povo alienado, que vá para urna com o voto pré-escolhido. Uma verdadeira bola de neve que só tende a aumentar.

DSA: Você tem alguma meta para o ano de 2014? Ou prefere que as coisas aconteçam naturalmente?
Fabio: O ano de 2013 foi o pior da minha existência, perdi minha esposa, companheira dos últimos 48 anos. Em 2014 espero conseguir reconstituir minha vida sem ela, o que não está sendo nada fácil.

Comentário pessoal: meus pêsames, Fabio. Espero do fundo do meu coração que este ano esteja repleto de agradáveis surpresas, pequenas e grandes alegrias. Saiba que torço pelo seu sucesso (pessoal e profissional)!

DSA: Se você pudesse dar um presente para a humanidade, qual seria? Por quê?
Fabio: Faria com que todos pensassem e agissem como a minha falecida esposa, uma pessoa positiva, franca, comunicativa e sempre disposta a ajudar os outros. O mundo seria com certeza muito melhor se todos fossem iguais a ela.

E o Kiko?

Essa parte da entrevista consiste no seguinte: eu enumero algumas palavras e você marca uma opção de acordo com o grau de importância que isso tem na sua vida.

1 - Internet:
(  ) Não vivo sem.
(x) Me importo.
(  ) Sou indiferente.
(  ) Não me importo.
(  ) Desprezo totalmente.

2 - Lutar pela preservação do meio ambiente:
(  ) Não vivo sem.
(  ) Me importo.
(​x) Sou indiferente.
(  ) Não me importo.
(  ) Desprezo totalmente.

3 - Política:
(  ) Não vivo sem.
(  ) Me importo.
(x​) Sou indiferente.
(  ) Não me importo.
(  ) Desprezo totalmente.


4 - Esportes:
(  ) Não vivo sem.
(​x) Me importo.
(  ) Sou indiferente.
(  ) Não me importo.
(  ) Desprezo totalmente.

5 - Redes Sociais:
(  ) Não vivo sem.
(  ) Me importo.
(​x) Sou indiferente.
(  ) Não me importo.
(  ) Desprezo totalmente.

6 - Celular/Telefone:
(  ) Não vivo sem.
(​x) Me importo.
(  ) Sou indiferente.
(  ) Não me importo.
(  ) Desprezo totalmente.

7 - Televisão:
(  ) Não vivo sem.
(  ) Me importo.
(​x​) Sou indiferente.
(  ) Não me importo.
(  ) Desprezo totalmente.


8 - Notícias da atualidade:
(  ) Não vivo sem.
(​x​) Me importo.
(  ) Sou indiferente.
(  ) Não me importo.
(  ) Desprezo totalmente.


9 - Religião/Deus:
(  ) Não vivo sem.
(  ) Me importo.
(  ) Sou indiferente.
(​x) Não me importo.
(  ) Desprezo totalmente.

10 - Livros:
(  ) Não vivo sem.
​(x) Me importo.
(  ) Sou indiferente.
(  ) Não me importo.
(  ) Desprezo totalmente.

Ping-Pong:

Agora vamos à um ping-pong, responda com uma palavra (ou uma frase):

Escrever é - ​passatempo​
Fico irritado quando... - ​mentem para mim​
Sucesso - ​receber ​​elogios sinceros
Amigos - ​prezo muito​
Se eu pudesse... - ​voltaria no tempo
Um medo - ​a solidão​
Um sonho - ​ que o ano de 2013 não existisse
Essa entrevista para mim foi - ​muito agradável de responder​
O Anjo de Copacabana é - ​um filho querido​
O Fabio é - ​um escritor em busca de leitores​

Muito obrigada, Fabio, pela entrevista incrível! Se você leu até aqui, é porque se interessou de alguma forma pelo trabalho do entrevistado, então procure visitar os links abaixo, para que você possa adquirir as suas obras:


Espero que tenham gostado da entrevista de hoje, ainda não sei quando publicarei outras, mas podem aguardar algo bem especial!

Para conferir todas as entrevistas, clique aqui.

Não deixem de regressar ao DSA amanhã e sempre!

Beijinhos Alados,
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