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20/05/2014

Livro - As namoradas do meu pai (Edição Kindle)

Hoje compartilharei com vocês, alados meus, a minha opinião pessoal sobre mais uma obra nacional que acabei de ler pelo aplicativo do Kindle. O livro escolhido da vez foi um pequeno romance chamado "As namoradas do meu pai", da escritora Silvana Tavano, uma trama bastante agradável, aliás, gostei bastante dela. Peço que todos leiam este post e que procurem também adquirir seu exemplar, sempre é bom ajudar os escritores nacionais; e quando a história é boa, o prazer é inevitável!

Como já é de costume nos posts sobre literatura, deixo aqui também o link do meu próprio livro. Se você puder me ajudar, nem que seja com uma divulgação básica, já ficaria imensamente feliz:


Conto com a ajuda de todos, nem que seja uma contribuição mais humilde. Agora vamos ao post, não deixem de ler até o fim!

As namoradas do meu pai, Silvana Tavano:

Esse é mais um caso de livros que não atraem muito pela aparência da capa. É por isso, alados, que eu procuro sempre ler as sinopses e dar uma conferida nas primeiras linhas de cada e-book que baixo na Amazon. E foi lendo o começo de "As namoradas do meu pai" que percebi que poderia ser uma leitura promissora. Senti um feeling, sabe. Quer saber mais ou menos o que eu li? Veja só:

Trecho do livro:

    "'Lili, essa é a minha filha, Carolina.'
    Disse oi sem tirar as mãos dos bolsos do jeans, e sorri meio sem jeito pra loira alta e magra que acabava de chegar com o meu pai.
    Bonita, a Lili.
    Liliana, Eliane, Lívia? Aquilo sempre me irritava, a mania que ele tinha de apresentar as pessoas pelo apelido, como se quisesse dizer 'somos íntimos' . Parece que, dessa vez, eu tinha escapado — detesto quando meu pai me chama de Carol ou de Cacá na frente de estranhos. Mais ainda, de estranhas.
    Calculei que eles deviam estar saindo há uns dois meses. Era mais ou menos nessa fase que acontecia o primeiro jantar em casa. Mudavam as namoradas, mas o esquema era quase sempre igual. Ainda fiquei por ali alguns minutos, enquanto ele oferecia uma bebida pra Lili, mas logo dei outro sorrisinho e pedi licença, dizendo que precisava arrumar umas coisas no meu quarto. Não queria parecer mal-humorada, mas, decididamente, eu não estava num grande dia. Então achei melhor adiar minha participação até a hora em que a vó Sonia chamasse. Com ela por perto sempre ficava mais fácil encarar aqueles jantares chatos — e aquele não estava prometendo ser diferente".

Minha opinião pessoal:

Desta vez fiquei com um gostinho de nostalgia enquanto lia. O estilo de narrativa lembrou-me bastante o das histórias que lia na infância (não faz muito tempo não, tá?), nem me lembro mais do título de muitas delas, mas o "sabor" permanece gravado na memória.
Talvez a temática não seja uma das minhas favoritas, não gosto muito dos dramas da adolescência, mas o assunto foi abordado de forma tão divertida e fluida que nem me incomodou. A história é em primeira pessoa, sob a perspectiva da Carol, e intercala momentos de ação com lembranças e reflexões. Dá para entender bastante o ponto de vista da protagonista, e saber de praticamente toda a vida dela.
Como defensora fiel do travessão, preciso dizer que um aspecto que não gostei tanto foi o uso de aspas nas falas. Não vou me alongar muito aqui pois já escrevi uma postagem sobre isso, mas preciso atentar ao fato de que às vezes demorei um pouco para compreender que certas falas não eram pensamentos. Podem me chamar de antiquada, vou continuar defendendo o travessão até o fim, não abro mão dele (eu sei, sou uma criatura patologicamente apegada às coisas... hehe)!
Em questão de personagens, gostei bastante da vó Sonia e achei que a Carol até que é uma personagem principal bem legal. Não cheguei a me apaixonar perdidamente por ninguém, mas foi apenas porque o livro é tão pequenino que nem dá tempo. Ah, preciso falar que amei a presença constante da "Sorte", a gatinha de estimação da Carol. Vocês sabem que agora que eu tenho a Tauriel, sei como é ter a compania de um "miau"... hehehe.
Além de falar sobre o clássico assunto da paixão platônica, também podemos refletir sobre outras coisas, como o distanciamento que um pai (ou uma mãe também, porque não?) pode acabar desenvolvendo, mesmo que de forma inconsciente, ao focar mais em suas ocupações do dia a dia do que nas necessidades de seus filhos. Ás vezes nem é necessário que seja usada uma boa parte do dia para estreitar os laços, apenas uma conversa mais profunda já bastaria. Nós podemos ver, por exemplo, que a Carol sente falta de ter uma certa "cumplicidade" com o Julio. Mas não ache que isso deixa a história sisuda, eu é que gosto de notar os aspectos mais "educativos" também.
Quanto ao fim da história, só tenho uma coisa a dizer: "Ué, não vai ter continuação não?" Hehehe...
Enfim, para quem gosta de histórias descompromissadas, com todo aquele clima adolescente e escolar, e com uma boa dose de diversão, deixo aqui a dica de ler também "As namoradas do meu pai". Vai valer a pena, pode acreditar em mim!

Ainda estou lendo o livro físico "Seraphina", deve ser o próximo a aparecer aqui no DSA!

Para saber minhas opiniões sobre os demais livros que já li, clique aqui.

Beijinhos Alados,
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