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07/04/2014

Coisas de Escritora - A Verossimilhança e os Chatos

Já sei que mais da metade dos meus leitores alados leu o título acima e pensou: "Que porcaria é a verossimilhança?" Antes de começar o assunto em si, explicarei o que vem a ser a dita cuja.
A verossimilhança, em resumo, seria o ato de deixar a história de um romance, conto ou crônica bem "amarrada", sem furos na lógica dos acontecimentos. Para entender de um jeito mais profundo, leia só o trecho que peguei de um site de Língua Portuguesa:
"Para compreendê-la (a verossimilhança), devemos partir do pressuposto de que os fatos não precisam ser verdadeiros, isto é, correspondentes à realidade, mas que sejam dotados de lógica, coerência, pois o que se espera é que eles façam sentido. Ainda que inventados, precisam satisfazer às expectativas do interlocutor, de modo a fazer com que ele encontre sentido naquilo que está compartilhando. Caso contrário, as ideias ficarão incompreensíveis, vagas. Tal aspecto se deve ao fato de que quando estamos lendo, parece que mergulhamos naquele universo, e mais: o que na realidade é fictício, à medida que vamos estabelecendo familiaridade, parece se tornar real, tamanha é a organização dos fatos, levando em consideração a forma como eles nos são repassados".

Fonte: Português
 Entenderam? Um texto verossímil é aquele que não deixa pontas soltas, que tem uma sucessão de eventos que se encaixam como num quebra-cabeças, não exatamente sendo uma reprodução fiel do nosso mundinho sem graça, que muitos chamam de realidade.
Todavia, existem dentre nós certos indivíduos petulantes que juram de pé junto que para um livro ser verossímil é preciso que seja milimetricamente parecido com o nosso dia a dia. Não é assim que "a banda toca", gente, se eu quisesse ler algo igualzinho ao mundo real, leria um volume de não-ficção, ué! Já ouvi muita gente dizendo que tramas de ficção científica precisam necessariamente se tratar de experimentos possíveis de ser realizadas... Já eu, não me incomodo ao me deparar com coisas bizarras, desde que elas se encaixem com o resto do contexto.
O que as pessoas se esquecem é que uma ficção não é nada mais do que um mundo inteiro que vive na mente de um escritor. Se ele está numa mente, certamente não será um mundo como o nosso e, se fosse, não serviria de nada; pois uma das maiores vantagens de um livro é a possibilidade de fugir daqui sem sair daqui. Vamos combinar: qual é a vantagem de adentrar num mundo fictício se ele vai continuar igualzinho ao que acabamos de deixar para trás?
Portanto, meus caros escritores e admiradores da literatura, vamos sim criar histórias verossímeis, mas atentemos para o conceito certo da verossimilhança. Deixemos de ser chatos e nos conformemos em comentar conforme o sentido que o livro faz.
Não que isso tenha me incomodado ultimamente, só achei que era um assunto interessante de se abordar, porque muita gente acusa certas obras de atentar contra a verossimilhança, sendo que mal sabem o que ela significa de fato.
É isso, só isso.

Não posso deixar, é claro, de terminar o post convidando a todos a conhecer o meu livro "Doce Sonho Alado", o link dele é o seguinte:


Estou contando com o apoio de todos. Mesmo que você não esteja em condições de comprá-lo, uma divulgação já é muito bem-vinda!

Para ler mais "Coisas de Escritora", clique aqui.

Beijinhos Alados,
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