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25/04/2014

Livro - Cárcere

Hoje falarei, alados meus, sobre um livro que acabei de ler, que foi enviado para mim por seu autor, o Gustavo Schaefer, mais um dos novos talentos da literatura nacional.
Posso dizer que estou agradavelmente surpresa com a obra, gostei bastante. É do tipo de trama que faz com que nossos conceitos evoluam, de certa forma; sem contar que é bastante original. Espero que a minha opinião possa levar a todos a se interessarem pelo livro e procurarem adquirir seu próprio exemplar!

Como já é de costume nos posts sobre literatura, deixo aqui também o link do meu próprio livro. Se puder me ajudar, nem que seja com uma divulgação básica, já me deixaria imensamente feliz:


Conto com a ajuda de todos, nem que seja uma contribuição mais humilde. Agora vamos ao post, não deixem de ler até o fim!

Cárcere, Gustavo Schaefer:

Como desta vez foi-me enviado um e-book, não posso falar muito sobre os aspectos físicos da obra. Falarei apenas sobre a capa, que é simples e, ao mesmo tempo, impactante. Gostei muito!
A qualidade do texto também é exemplar. Quase não se encontra erro de digitação ou de gramática, e a linguagem é bastante fluida. Em nenhum momento houve a repetição de termos que muitas vezes podemos encontramos em obras que ainda não foram lapidadas o suficiente. Dá para notar que o Gustavo se dedicou da maneira correta à sua obra, ele está de parabéns!
Agora vamos conhecer um pedacinho do livro, e depois falarei sobre um pouco da minha sensação ao acompanhar a trama...

Trecho do livro:

    "Aquele fim de tarde de outono propiciava uma iluminação cinzenta, que não contribuía em nada para fazer meu cotidiano parecer sequer um pouco menos pesado. À contragosto, confesso, fechei lentamente a porta do meu apartamento, ouvindo o ruído tormentoso da madeira velha e desci as escadas. Ao colocar as mãos nas amplas portas do hall que dava até a escada para a rua, detive os passos por um momento e, do alto de meus quase dois metros, olhei meu reflexo. Tensão e angústia repousavam em meus ombros e ao redor do meu pescoço, que ainda segurava o crachá onde se lia o meu nome, Lucas Bendt.
    Foi então que me dei conta que ainda não tinha me trocado desde o dia anterior, quando havia pedido demissão.
    Eu sempre fora naturalmente esguio, mas estava tão fino quanto a gilete que já não usava fazia vários dias. O tom escuro da barba por fazer, embora pouco espessa, contrastava com a alvura de minha pele. A aparência descuidada denunciava minha desconsideração consigo mesmo. O modo como me sentia, derrotado e infeliz, somado aos meus óculos velhos, completavam minha feição abatida e contrariavam minha ainda jovem idade de quase quarenta anos. Olhei a minha imagem refletida mais uma vez e não consegui dar sequer mais um passo à frente".

Minha opinião pessoal:

No comecinho da história, confesso que fiquei um pouquinho ansiosa para que a "ação" começasse logo. Porém, sempre é necessário que se faça uma apresentação dos personagens, e acabei ficando mais curiosa do que cansada ao ler as descrições. Digamos que é aquela fase da adaptação, na qual começamos a olhar pelos olhos do protagonista, e entender as coisas que ele está sentindo.
Durante o enredo, começamos a montar as primeiras peças do "quebra-cabeças", e foi ao ler sobre as primeiras memórias do Lucas que comecei a engrenar mais na leitura. Conheci o misterioso Gibbor, e cheguei em certo ponto a querer mandar esse senhor fazer o favor de parar de falar. Ao começar a entender melhor o personagem, fui tomando gosto por suas peculiaridades. No final, quando finalmente é revelada sua verdadeira identidade, posso dizer que passei a considerá-lo "uma jogada de mestre". Também gostei bastante da Dora, ela é divertida e uma amiga dedicada; mesmo com poucas aparições, acabei me afeiçoando a ela.
Agora, uma contraindicação que faço é para aqueles que não gostam muito de pensar, ou que não
entendam bem questões filosóficas mais complexas. Não que essas pessoas não conseguirão ler tudo, apenas não gostarão de alguns trechos isolados. O caráter psicológico também é intenso, o que lhe dá um "quê" especial. Aliás, foi esse fator psicológico que mais me chamou a atenção.
Claro que eu havia imaginado um final completamente diferente, mas o desfecho escolhido foi muito bom (e considerando que dificilmente eu gosto dos finais dos livros, esse é um ótimo sinal).
Pode ser que esteja equivocada, porém, creio que um dos ensinamentos que podemos extrair com essa leitura é o de que as nossas escolhas podem desencadear consequências a várias pessoas, e até em caráter Global. Uma atitude, uma escolha, um gesto pode fazer toda a diferença tanto para mim quanto para todos que estão à minha volta. E não é só sobre isso que podemos refletir, também há conceitos diversos, muitos aspectos que podemos analisar longamente, coisas que contribuem bastante para que nossos conhecimentos se ampliem. Em resumo, é uma obra que "adiciona". 
Se você estiver procurando uma trama intensa, fluida e original, não deixe de ler Cárcere! Eu poderia falar sobre mais um monte de coisas, mas prefiro deixá-los na curiosidade, pois assim vocês se animarão mais a buscar a história completa. Fica aqui a minha dica literária de hoje.


Ainda estou lendo o famoso livro físico "A Guerra dos Tronos". Como ele é bem grande, já sabem que teremos vários livros da Amazon antes que eu consiga terminar de lê-lo, né? Hehehe...

Para saber minhas opiniões sobre os demais livros que já li, clique aqui.

Beijinhos Alados,
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