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04/03/2014

Livro - A Vida, o Universo e Tudo Mais

Nossa, estou me sentindo uma blogueira literária, com uma "resenha" a cada semana... Hehe. Na verdade, eu nunca quis fazer "resenhas", tudo o que eu faço aqui no DSA é falar basicamente sobre quais foram as minhas impressões mais fortes sobre o livro em questão, sem compromissos. E hoje é a vez de falar sobre o terceiro da saga "O Mochileiro das Galáxias", de Douglas Adams, que se chama "A Vida, o Universo e Tudo Mais".
Não posso deixar também de convidar vocês a dar uma chance para o meu livro, o "Doce Sonho Alado". Comprem, sei que vocês não se arrependerão:


A Vida, o Universo e Tudo Mais, Douglas Adams:

Como os aspectos físicos da obra continuam parecidos com os do primeiro volume da saga, não há necessidade de ficar repetindo tudo de novo aqui... hehe. Desta vez eu não tive nenhum susto: quando chegou o final do livro, já sabia que estava quase terminando.
Uma coisa que eu ainda não cheguei a mencionar é a quantidade de capítulos pequenos que a série tem. Por um lado isso é bom, deixa a leitura mais leve. Por outro, ocorre um fenômeno interessante: a gente acaba disparando na leitura, pois pensa: "Ah, posso ler mais esse capítulo, é tão pequenininho!" E acaba lendo um monte por dia... hehe.

Trecho do Livro:

    "Arthur sentia-se feliz. Estava profundamente contente porque, pelo menos uma vez, seu dia estava saindo exatamente como planejado. Há apenas 20 minutos havia decidido ficar louco e, pouco depois, lá estava ele, caçando um Chesterfield através dos campos da Terra pré-histórica.
    O sofá ondulava de um lado para o outro, parecendo ser ao mesmo tempo tão sólido quanto as árvores ao passar entre algumas delas e tão nebuloso quanto um sonho alucinado ao flutuar como um fantasma através de outras.
    Ford e Arthur corriam desvairadamente atrás dele, mas o sofá se desviava e se esquivava como se seguisse uma complexa topografia matemática própria — era exatamente o que estava fazendo. Continuavam a perseguição, o sofá continuava dançando e girando, até que, subitamente, virou-se e mergulhou, como se estivesse cruzando o limite de um gráfico catastrófico, e se viram praticamente em cima dele. Dando impulso e gritando, subiram no sofá, o sol tremeluziu, caíram por um vazio doentio e apareceram inesperadamente no meio do campo de críquete conhecido como Lord's Cricket Ground, em St. John's Wood, Londres, perto do final da última partida da Série Australiana no ano de 198-, quando a Inglaterra precisava apenas de 28 runs para vencer".

Minha opinião pessoal:

Só tiveram duas coisas que eu não gostei nesse livro: primeiro é a ausência do Zaphod. Como vocês já sabem, acabei de elegê-lo meu personagem favorito, e o Douglas me faz o favor de colocá-lo deprimido por boa parte da trama. Depois foi essa história de voo, que acho que ultrapassou a barreira da bizarrice. Ilógico demais para o meu gosto.
Tirando isso, amei a história de Krikkit, me surpreendeu bastante a genialidade de como ela foi montada. Pena que tudo foi centrado na visão do Arthur. O Arthur pode até ser o personagem principal, mas é tão lento que parece ser um personagem secundário que acabou sendo promovido apenas ao acaso. Tipo, alguém disse: "Psiu, você quer ser o herói da história?" E como não tinha mais ninguém por perto, acabou sendo ele... hehe.
Uma coisa que me encanta na forma de escrita de Adams é a forma como ela nos dá uma "pá" de termos e nomes esquisitos e meio que diz: "Se virem para entender essa loucura toda!" — e o pior é que a gente entende. E mesmo os nomes mais grandes e impronunciáveis não são esquecidos.
Outra coisa são os grandes devaneios que ele dá durante uma narração. Começa falando sobre uma coisa, puxa bruscamente para outra, volta para "o fio da meada" e, no fim das contas, tudo o que ele narrou acaba sendo importantíssimo, até mesmo o que pareceu ser apenas uma piada ocasional. Como é que pode uma confusão dessas dar uma série de livros tão boa?
Ás vezes só sinto falta de um vilão. Sabe, cada volume tem um mal a ser combatido, e nunca um vilão em si para ser derrotado. Não é algo que chega a estragar o andamento da trama; só acho que com um antagonista forte a saga ficaria simplesmente perfeita. Mas nada pode ser perfeito, né?
O final da história foi mais conclusivo do que os anteriores, o que me deixa um pouco tranquila, pois não posso continuar a leitura da saga, pelo simples fato de que ainda não temos aqui em casa os livros seguintes. Vou ficar aqui me roendo de curiosidade, mas pelo menos não vou ficar com assuntos pendentes martelando na minha cabeça... hehe.

 Agora já comecei a ler o livro físico "Shada", também do Douglas Adams, e ainda estou lendo o nacional "Eu te olhava pela janela", no Kindle. Aguardem minhas opiniões!

Para saber minhas opiniões sobre os demais livros que já li, clique aqui.

Beijinhos Alados,
1 Comentários
Comentários

Um comentário:

  1. Ei, você ja viu a série do Guia?Só tem seis episodios mais é hilário ver toda essa bizarrice em cores...

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