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15/11/2013

Livro - Coração de Tinta

Sabe o tipo de livro que você lê e pensa: "Poxa, este caiu como uma luva"? Pois é, alados, depois dos meus tristes desapontamentos, finalmente li algo que aumentou bastante meu humor literário. Hoje falarei tudo sobre o livro que acabei de ler, que é "Coração de Tinta", de Cornelia Funke, primeiro volume da trilogia "Mundo de Tinta". Sim, o filme homônimo foi baseado nele; e sim, o livro é muito melhor do que o filme (essa premissa se torna cada vez mais válida, não acham?)
Fico pensando também como seria se este dom do Mortimer fosse real. Já pensou como seria se os personagens da sua história favorita simplesmente saltassem dos livros para a vida real? E pior: fico pensando como seria se meus personagens ganhassem vida e viessem se encontrar comigo. A maioria seria bem agradável, mas acho que 80% deles quereria me matar. Pelo menos a Evie quereria... hehehe... tadinha, vai sofrer tanto...

Coração de Tinta, Cornelia Funke:

Um livro que fala bastante sobre o amor pelos livros: que bookaholic não gostaria de ler uma história dessas? Minha irmã preferiu adquirir a edição que tem esta capa do que a inspirada no filme (vamos admitir: a capa com fotos do filme é um tanto capenga!); é um livro com boa aparência, letra boa de se ler. Um diferencial da história é que cada capítulo é iniciado com a citação de um livro clássico, sempre frases intimamente conectadas com o que o capítulo conta, muito bem escolhidas, por sinal.
Uma das coisas que mais chamou minha atenção é o tanto de capítulos que o livro tem. Como escritora (ou quase isso), teria juntado um monte deles, tive a impressão de que o "book" sofre de "hipercapitulose". Se bem que eu nunca achei nada que dissesse que um livro não pode ter um monte de capítulos, então é melhor deixar isso de lado. Vamos à minha opinião sobre a história em si, então?

Trecho do livro:

    "Seu pai ergueu a cabeça e olhou para ela com um ar ausente, como sempre fazia quando ela o interrompia na leitura. Sempre demorava alguns instantes até que ele voltasse inteiramente do outro mundo, do labirinto das letras.
    — Tem alguém aqui, você tem certeza?
    — Tenho. Ele está olhando para a nossa casa.
    Mo pôs o livro de lado.
    — O que você estava lendo antes de dormir? O médico e o monstro?
    Meggie franziu a testa.
    — Mo, por favor! Venha comigo.
    Ele não estava acreditando, mas foi atrás dela. Meggie o puxava com tanta impaciência que ele deu uma topada com o dedão do pé numa pilha de livros. E no que mais poderia ser? Havia livros espalhados por toda a casa. Eles não ficavam apenas nas estantes, como na casa das outras pessoas. Não, ali eles se empilhavam debaixo das mesas, em cima das cadeiras, nos cantos dos quartos. Havia livros na cozinha e no banheiro, em cima da televisão e dentro do guarda-roupa, pilhas pequenas, pilhas altas, livros grossos e finos, velhos e novos... livros. Eles acolhiam Meggie de páginas abertas na mesa do café da manhã, espantavam o tédio nos dias cinzentos — e de vez em quando alguém tropeçava neles".

Minha opinião pessoal:

Eu já amava este enredo desde que vi o filme, também chamado "Coração de Tinta", no SBT. Como sempre, lendo a história completa tudo fez mais sentido, e a leitura me fez conhecer mais profundamente os sentimentos dos personagens. A única coisa que cheguei a sentir falta foi da aparência dos personagens que eram lidos de forma errada; pois no filme eles ficam com um monte de letras estampadas na pele, o que eu havia achado uma jogada genial. Porém, pensando com mais atenção, esse recurso é mais visual, talvez não ficasse bem descrito com palavras.
Devo adiantar que o final de "Coração de Tinta" é um pouco diferente do filme, vários personagens tem destinos bem diferentes e, como eu vou explicar melhor daqui a pouco, muitos personagens não tem nada a ver com os que fizeram pro cinema.
Outra coisa que me fez sentir ainda mais afeto por esta obra é o fato de, vez ou outra, ter um  capítulo escrito pela visão de outro personagem que não seja a Meggie (que é a protagonista). Como vocês já devem saber, eu utilizei este recurso no Doce Sonho Alado, meu livro. No começo, acreditava também que a Meggie era muito parecida com minha amada Evangeline (cheguei até a publicar algo no Face), mas ao longo da leitura descobri que ela é quase o oposto da minha Evie. Meggie é dependente demais do pai para uma garota de doze anos, a relação dela com o Mo beira o "Complexo de Electra". E vez ou outra ela foi um pouco lesada. Mas não chegou a entrar na lista de personagens que eu explodiria não... essa passa raspando...

Adivinhem quem é a minha personagem favorita? Acertou quem disse que é a Elinor, evidente! Já gostava dela no filme, continuo gostando no livro. Foi uma das personagens que foram mais bem personificadas. Gosto também do Farid, ele é muito interessante. O Dedo Empoeirado é sempre um porre, nisso o filme acertou. O Mortimer... até agora não sei o que achei dele, mas não me irritou não.
Eu geralmente tenho uma queda por vilões, entretanto, definitivamente não gosto do Capricórnio. Ele não tem aquele "quê" a mais que vemos em Voldemort ou Darth Vader (se bem que comparar alguém aos dois é sacanagem da minha parte... hehehe). A aparência do "Capri" não tem nada a ver com a do filme. Quando li sua descrição, pensei: "como assim???"
Definitivamente preciso assistir ao filme mais uma vez, pois não consigo recordar se vi nele o Basta, ou a Mortola. De uma coisa tenho certeza: nem deram atenção ao pobre do Darius. E ignoraram os netos do Fenoglio, o escritor. O que foi uma pena, pois os netinhos dele são uma diversão à parte.
Poderia ficar horas e horas escrevendo sobre as diferenças entre o livro e sua adaptação para as telonas, mas terminarei minha humilde opinião com apenas a seguinte afirmativa: se você gosta do gênero fantasia (principalmente a infanto-juvenil) e pensa em comprar esse livro, não PENSE. Apenas COMPRE!

Agora já parti para a leitura de "Morte Súbita". A Rainha é a Rainha, não posso deixar de ler... hehehe...

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Beijinhos Alados,
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