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05/04/2013

Entendendo as Figuras de Linguagem (parte I):

Você deve estar se perguntando: "Por que você insiste nessa coluna de Língua Portuguesa?". Ora essa, 100% dos brasileiros precisam estar sempre aprendendo mais sobre a nossa língua, isso é imprescindível. Só acho uma pena o fato de que nem todas as pessoas se importam com isso.
Enfim, quero a partir de hoje começar este quadro onde poderemos aprender juntos mais coisas sobre nossa (nem sempre) amada língua pátria. Não se preocupem, me esforçarei ao máximo para escrever um texto ao menos levemente divertido!

Entendendo as Figuras de Linguagem:

Hoje falarei de um assunto que acho muito interessante (OK, eu sei que nem todas as pessoas normais adotariam o meu conceito de coisa "interessante"), que são as "Figuras de Linguagem". Elas podem servir para uma gama imensa de objetivos, dentre eles para expressar nossas emoções em um texto, impressionar o leitor, chamar a atenção para uma ideia, deixar nosso texto mais criativo e até mesmo para ser usada quando as palavras comuns não expressam exatamente aquilo que desejamos passar ao interlocutor. Digamos da seguinte forma: elas são ótimas para dar um "tchan" no que escrevemos, desde que saibamos usá-las da forma correta.

Figuras de Palavra:

Hoje apresentarei a vocês as "Figuras de Palavra", umas amigas minhas que tem nomes bem "bonitos": a metáfora, a metonímia, a catacrese, a sinestesia, a sinédoque, a comparação ou símile e a antonomásia.

Figuras de palavra são aquelas que resultam do emprego de uma palavra em um contexto que altera seu significado habitual.

Metáfora:

Ah, essa vocês devem conhecer nem que seja só de nome, ela tem um  amigo muito famoso, o ex-presidente Lula.
A metáfora acontece quando fazemos uma comparação entre dois ou mais termos para exemplificar determinada premissa, sem deixar explícita tal comparação. Aqui mesmo eu já fiz uma metáfora quando afirmei: "A blogosfera é uma selva". Isso não significa exatamente que vamos ver macacos pulando entre as frases de um blog, mas que a ideia geral de uma selva se parece muito com o que acontece no dia-a-dia do mundo dos blogs, entenderam?
No livro que estou usando como fonte, está escrito que muitos afirmam que através das metáforas podemos compreender o mundo... isso foi profundo!

Metonímia:

Essa é bem legal e também é muito usada, mas pouca gente percebe. Ela acontece quando utilizamos uma palavra no lugar de outra para designar algum objeto (ou coisa, por assim dizer), sendo que essa nova palavra tem um sentido bem próximo com seu nome real. Essa palavra, na verdade, é um nome pelo qual o objeto em questão é conhecido, e não seu nome real. Ou quando se usa uma parte do objeto para designar ele todo (como em cabeças de gado), ou o contingente pelo conteúdo (como em copo d'água), etc.
Acontece uma metonímia, por exemplo, quando chamamos a máscara para cílios de rímel, ou a fotocópia de xerox, ou a fita adesiva de durex e etc.

Catacrese:

Quando não temos uma palavra específica para determinado objeto e precisamos de outra que tenha uma semelhança conceitual para que haja sentido, ocorre a catacrese. Ela já é tão entranhada na língua que tenho certeza de que você já usou. São exemplos as expressões: embarcar num avião (embarcar normalmente seria num barco, não é?), cabeça de fósforo, dente de alho, perna da mesa, céu da boca, etc. E não é algo errado não, pois não existe outra palavra mais adequada para colocar no lugar delas.

Sinestesia:

Não, não é um tipo novo de anestesia. A sinestesia acontece quando se misturam expressões referentes aos sete sentidos, é quase uma "metáfora sensorial". Ela acontece por exemplo quando dizemos que um perfume é doce. O perfume é sentido pelo olfato, mas nós só poderíamos afirmar que ele é doce de fato se tivéssemos o ingerido. Um outro exemplo é quando dizemos que uma voz (audição) é áspera (tato). Interessante, não?

Sinédoque:

Essa pode ser um pouco confundida com a metonímia. Também é a substituição de um termo pelo outro, só que dessa vez ele amplia ou reduz seu sentido habitual. Um exemplo é o próprio "Pai Nosso". Quando o rezamos, nós dizemos: "O pão nosso de cada dia nos dai hoje". Pão não quer dizer exatamente aquele pãozinho francês que você compra de manhã, ele teve seu sentido ampliado pata designar "o alimento de cada dia".

Comparação ou Símile:

Lembra da nossa amiga metáfora? A comparação é a irmã dela (vixe, acabei de fazer uma metáfora sem nem perceber) só que no caso da comparação, é usado um conectivo (como, feito, tal qual, qual, assim como, tal, entre outros). Usando o mesmo exemplo anterior, será comparação se eu escrevesse: "A blogosfera é como uma selva".

Antonomásia:

Eita nome, heim! A antonomásia é um tipo de metonímia, só que nela substituímos o nome da pessoa por uma característica que a distingue dos demais. Um exemplo disso é quando falamos "O rei do futebol" ao invés de usar o nome de Pelé.

Coisa muito fácil de lembrar não é? Brincadeira, gente... só com o tempo nos acostumamos a diferenciar essas figuras de linguagem.
Semana que vem falarei sobre as "figuras de sintaxe", nem pensem em perder a parte II!!!

Mil Sweetkisses,
4 Comentários
Comentários

4 comentários:

  1. Saudades aulas de língua portuguesa no ensino médio D:

    Beijos,
    Caroline, do Criticando por Aí.

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  2. Adoro! Menina, se eu chamar as pessoas com esses nomes, vou ser linchado... ai, será que é assim que escreve rsrs. Um abraço!

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  3. Eu me lembro que todo mundo brincava com a professora quando tinha essa aula na escola. Bons tempos. Bjus!

    galerafashion.blogspot.com.br

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  4. Muito legal isso Sheila! Vc tá fazendo algo muito bacana.

    www.reticenciando.com

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